Domingo, 22 de Setembro de 2019

União
Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 12h:34

SÉRGIO MORO É FIGURANTE

Jair Bolsonaro diz que é ele quem manda na Polícia Federal e não Sérgio Moro

Redação

Reprodução

Jair Bolsonaro e Sérgio Moro

Nesta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender o seu direito de intervir na Polícia Federal (PF). Disse que, se não puder trocar um superintendente do órgão, pode mudar o diretor-geral. “Agora há uma onda terrível sobre superintendência. Onze [superintendentes] foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de um estado para ir para lá: ‘Está interferindo’. Espera aí. Se eu não posso  trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral”, afirmou.A declaração foi feita na saída do Palácio da Alvorada, ao ser perguntado se ele pretendia retirar Maurício Valeixo da diretoria-geral da PF.  “Se eu trocar hoje, qual o problema? Está na lei que eu que indico e não o Sérgio Moro. E ponto final”, afirmou. É também mais um atrito público com o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Na semana passada, o presidente pegou a corporação de surpresa ao dizer espontaneamente em entrevista que Ricardo Saadi, superintendente da PF no Rio, seria trocado por questões de gestão e produtividade. A corporação logo reagiu e divulgou uma nota negando que a mudança tivesse a ver com a conduta do superintendente.

A partir disso, Bolsonaro passou a repetir que as mudanças precisam passar por sua análise para que ele, por exemplo, não seja um “presidente banana”.

Na noite desta quarta (21), Bolsonaro fez uma postagem no Twitter dizendo que é sua atribuição escolher o chefe da instituição. “Confio plenamente em meus ministros. A eles conferi total autonomia. Aos setores da imprensa que me acusam de interferir na PF, lembro que, de acordo com a lei 13.047/14, a escolha do Diretor Geral dessa exemplar instituição é de competência exclusiva do Presidente da República”, escreveu. Já nesta quinta-feira o presidente deu sinais trocados sobre se vai mudar o comando da polícia, mas repetiu diversas vezes que isso cabe a ele e não ao ministro da Justiça.

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