Sexta-Feira, 03 de Abril de 2020

Política
Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020, 12h:21

#AQUIAVERDADEAPARECE

Justiça Eleitoral em xeque - cassado fica impune em MT

Os mato-grossenses precisam saber a verdade

Jô Navarro

Reprodução

Em 2010 um candidato a segundo suplente de senador estava inconformado. Queria ser primeiro suplente, pois sabia que em 2014 o cabeça de chapa concorreria ao cargo de governador em Mato Grosso e deixaria de presente para o primeiro suplente 4 anos de mandato no Senado.

O que fez este senhor? Com ajuda do advogado da coligação, fraudou a ata de registro de candidatura, alterando a ordem dos suplentes. As assinaturas no documento foram falsificadas.

Durante toda a campanha eleitoral, em todos os materiais de campanha, o nome divulgado como primeiro suplente foi o do outro candidato.

Qual não foi a surpresa dos eleitores e do verdadeiro primeiro suplente quando, na diplomação, o nome do 'primeiro' era outro.

O caso foi parar na Justiça Eleitoral. Entre recursos e mais recursos, levou 8 anos para ser julgado. Em julho de 2018 o TRE-MT cassou-lhe o mandato diante das robustas provas. A principal delas foi a perícia realizada pela Polícia Federal, que comprovou a falsificação. A decisão do Pleno do TRE-MT foi unânime para cassar-lhe o mandato e diplomar o verdadeiro primeiro suplente. A esta altura, faltavam cinco meses para o final daquele mandato de senador. O cassado recorreu ao TSE e suspendeu a decisão até julgamento da Corte. Tardiamente, depois de findo o mandato, o TSE reconheceu a decisão do TRE-MT.

Esta é a Justiça Eleitoral no Brasil, uma farsa para deixar impune quem infringe a lei eleitoral.

Este senhor que ficou impune depois de falsificar assinaturas e usurpar mandato alheio conseguiu ser eleito deputado e quer voltar rapidamente para o Senado, aproveitando a eleição suplementar em decorrência da 'cassação express' de que foi alvo a senadora Selma Arruda, menos de um ano depois de iniciado o mandato, atendendo interesses de poderosos que moveram a ação.

O impune dessa história e alguns apaniguados ainda têm coragem de ironizar nas redes sociais aquele que teve o mandato usurpado.

Pergunta 1: Você sabe quem é este senhor?

Pergunta 2: Você concorda com este tipo de comportamento?

Pergunta 3: Você vai votar em quem para senador?

Permito-me aqui acrescentar um singelo PS, às 17h, para mais este registro:

Li há pouco um comentário sobre este artigo que mostra o relativismo dos valores no meio político.

Diz o leitor: "Mas falsificar ata não é corrupção. Ele não roubou dinheiro, não colocou no paletó".

O político em questão falsificou um documento de registro de candidatura no TRE-MT, prestou falso testemunho durante o processo, teve o mandato cassado, com decisão confirmada pelo TSE, mas ficou impune. Sem multa, elegível, ficha limpa.

O fruto da ata falsificada 'rendeu' 4 anos de mandato, com os salários, verbas de gabinetes e todas as vantagens do mandato. Segundo o entendimento do leitor, falsificar ata não é roubar.

Com a palavra o leitor.

Leia também: Ministro Barroso fica chocado com caso da fraude em ata e pede julgamento célere

Perícia comprova fraude

 Perícia da ata consta nos autos

REVEJA O JULGAMENTO DO CASO NO PLENO DO TRE-MT

 

4 COMENTÁRIOS:

O texto não é sobre a cassação da senadora Selma. A cassação do mandato dela foi devidamente noticiada pelo site. Faça uma busca e verá. Incluímos no artigo o VT do julgamento, no TRE-MT, que cassou o mandato tema deste artigo e cópia de página dos autos com a perícia. Todas as informações constam nos autos. Mas o que questionamos é a insinuação do leitor Marcelo de que Otaviano Pivetta e Selma Arruda teriam comprado este artigo. Isto é falsa acusação.
enviado por: Joseli Navarro em 20/02/2020 às 09:54:37
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Aceito. Vamos aos fatos: vc fala na matéria que o Medeiros fraudou a ata. Mas não mostra a ata com a assinatura do Medeiros Você não fala nada da Selma, mesmo tendo os cheques assinados por ela. E aí, quer pagar pra ver?
enviado por: Marcelo em 20/02/2020 às 08:55:38
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Sr. Marcelo, desafio o senhor a provar o que diz. Esta é a segunda vez que o sr acusa o portal Caldeirão Político de 'vender' matéria para político. Isto é calúnia, passível de responsabilização de acordo com o Artigo 138 do Código Penal Brasileiro. O sr aceita o desafio para provar isto na Justiça? #aquiaverdadeaparece
enviado por: Jô Navarro em 20/02/2020 às 07:43:37
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Quanto Pivetta e Selma Arruda pagaram por essa matéria?
enviado por: Marcelo em 19/02/2020 às 20:24:04
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