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Política
Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 09h:20

OPINIÃO

Decisão de Toffoli sobre Coaf pode ter como pano de fundo privilégios do judiciário

Jô Navarro

Reprodução

Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal DiasToffoli de suspender todas as ações com base em informações prestadas pelo Coaf beneficia, num primeiro momento, o filho do presidente Jair Bolsonário, Flávio. Mas vai muito além. Traficantes, criminosos de colarinhos brancos, dentre dezenas de políticos corruptos estão dando pulos de alegria.

Por outro lado, as instituições sérias, nacionais e internacionais, manifestaram-se pedindo a revisão da decisão.

Nos bastidores várias hipóteses sobre a motivação de Toffoli são comentadas à boca pequena. Indicar o próximo PGR é uma delas. Outra, ainda mais grave, seria o compromisso de alterar o trecho na reforma da Previdência que tira regalias dos integrantes do judiciário brasileiro.

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Barganhas entre STF, Congresso e até com o governo federal não são novidade. Não importa a eles se o preço é a impunidade de milhares de criminosos, empresas e pessoas físicas, o que vale é garantir privilégios.

Foi assim quando Toffoli barganhou reajuste salarial de 16% com Michel Temer em troca do fim do auxílio-moradia para juízes.

Não é difícil supor que uma barganha gigante envolvendo a votação da reforma da Previdência possa ser o pano de fundo da polêmica e perigosa decisão que suspendeu as investigações fundamentadas em dados fornecidos pelo Coaf por força de Lei.

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