Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019

Municipal
Domingo, 21 de Julho de 2019, 08h:14

CAMPANHA X REALIDADE

O Emanuel Pinheiro da campanha de prefeito não é o Emanuel do governo

Cícero Henrique

Reprodução

Emanuel Pinheiro

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), parece, de algum modo, um personagem de Fiódor Dostoiévski ou Gógol. Parece um político dual. Porque, na campanha, apresentou uma programa para desenvolver o Município, mas, uma vez no governo, suas ideias se tornaram outras — como tem apontado os vereadores e deputados da oposição. Sobretudo porque não prioriza os “companheiros”, e sim “estrangeiros”.

A campanha de Emanuel Pinheiro apresentou um programa de desenvolvimento que prometia dias melhores para os cuiabanos, inclusive para os funcionários públicos. Porém, segundo os vereadores e deputados, uma vez no poder, o prefeito decidiu mudar de rumo e fazer outra gestão— implacável.

No poder, insistem vereadores, Emanuel Pinheiro se tornou “o prefeito sem palavra”. “Falou uma coisa e faz outra”, costuma dizer até mesmo alguns pinheiristas. Hoje ninguém acredita que conseguirá “salvar” a gestão e, portanto, Cuiabá. 

A situação de Emanuel Pinheiro é gravíssima diante das investigações do MP e ações na Justiça. Se fosse uma empresa, a prefeitura de Cuiabá estaria às portas, não de uma recuperação judicial, e sim de uma falência.

De acordo com alguns especialistas em finanças, é preocupante o montante de dívidas que deixará de herança para o futuro gestor, e mesmo com ele, a gestão de Emanuel Pinheiro está em maus-lençóis. 

No momento, Emanuel Pinheiro culpa a gestão anterior pelo descalabro. Mas é preciso dizer que, apesar de tudo, Cuiabá vinha funcionando e, assim que ele assumiu, as coisas pioraram. Sinal de falta de tino administrativo? O fato objetivo, segundo parlamentares da oposição e até mesmo aliados, é que a adminsitração está sem rumo.

O que fazer? O primeiro passo é não culpar apenaso passado, assumir que os problemas agora são seus e administrá-los. Emanuel Pinheiro corre o risco de passar o último ano fazendo cortes-ajustes e, mesmo assim, entregar a prefeitura com problemas sérios. E, para piorar, pode não conseguir a reeleição, tal o volume do desgaste administrativo.

 

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