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Sexta-Feira, 24 de Abril de 2020, 15h:52

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Lideranças manifestam-se em relação à saída de Sérgio Moro

ASSESSORIA

Reprodução

Ministério Público de Mato Grosso

Representantes de várias instituições manifestaram-se, no final da manhã desta sexta-feira (24), em relação à saída do ex-juiz federal Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Em Mato Grosso, o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges Pereira falou sobre o assunto.

“Vejo com muita preocupação. Num momento em que enfrentamos uma grande pandemia, em uma semana tivemos a demissão do ministro da Saúde, que hoje é a área mais sensível, e agora do nosso ministro da Justiça, Sérgio Moro, seja por ele ser uma referência, e também por se tratar de um ministério que deve ter uma abordagem e uma relação de política de Estado e não de governo, exatamente por termos ali uma coordenação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal. Principalmente da Polícia Federal, ligada ao combate ao crime organizado e aos crimes contra o sistema financeiro nacional”, afirmou.

O procurador-geral de Justiça também chamou a atenção à declaração do ex-ministro de que não estava tendo condições de trabalhar no combate ao crime organizado. “Após 22 anos atuando como juiz federal, no combate à corrupção e ao crime organizado, Moro saiu por um dos piores motivos, ou seja, porque houve uma interferência na mudança do comando da Polícia Federal”.

E acrescentou: “Faltou ao presidente da República separar a política de governo da política de Estado. O Ministério da Justiça não pode ser contaminado por interesses pessoais ou por barreiras de grupos quanto à investigação de crimes”.

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) também manifestou-se sobre o assunto. Em uma Nota de Reconhecimento à atuação de Sérgio Moro, o CNPG destaca que “à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública e também como Juiz Federal, sempre buscou prestigiar e fortalecer a independência do Ministério Público dos Estados e dos demais ramos do Ministério Público da União, contribuindo  assim, para o exercício de uma missão constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, diz a nota.

Confira a íntegra da nota do CNPG

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