Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020

Mato Grosso

Terça-Feira, 21 de Janeiro de 2020, 10h:53

ÀS VÉSPERAS DE DEPOIMENTO

Zanatta, que vai testemunhar na CPI do Paletó, é visto no Palácio Alencastro

Cícero Henrique

Arquivo - reprodução

Cuiabá - Às vésperas de uma nova convocação para depor na CPI do Paletó, Alan Zanatta foi visto nesta terça-feira (21-01) entrando na prefeitura de Cuiabá. Segundo uma fonte do Caldeirão Político, o empresário dirigiu-se ao sétimo andar, onde fica o gabinete do prefeito.

O ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Alan Zanatta, já foi ouvido uma vez na CPI do Paletó, na Câmara Municipal, no dia 21 de fevereiro de 2018. Foi questionado sobre o áudio que gravou com Sílvio Correa, durante uma conversa na casa deste. Zanatta não mencionou o teor da conversa com Silvio Correa, mas admitiu que gravou "para proteção pessoal".

O áudio foi entregue por Zanatta para Emanuel Pinheiro, em 2017, logo após a veiculação nacional do 'vídeo do paletó'. A gravação foi encontrada pela Polícia Federal durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do prefeito.

Reprodução

Emanuel Pinheiro

Emanuel Pinheiro

Vídeo do paletó
No gabinete de Silvio havia uma câmera escondida que filmou o ex-deputado Emanuel Pinheiro, atual prefeito de Cuiabá, enchendo os bolsos do paletó com dinheiro. Silvio disse à CPI que era dinheiro de propina. "Ele (Emanuel Pinheiro) foi pra receber propina do acordo. Não tinha outra finalidade", disse. Emanuel Pinheiro nega.

A CPI do Paletó, criada para investigar suposta quebra de decoro e obstrução da Justiça por parte do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, será retomada no início de fevereiro, assim que encerrado o recesso parlamentar.

Em ação cautelar que tramita na Justiça Federal em Mato Grosso e tem ligação com o inquérito aberto a partir da delação do ex-governador Silval Barbosa, a procuradora da República em Mato Grosso, Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro, manifestou-se pela reformulação das medidas cautelares propostas pela PGR (afastamento do cargo e prisão domiciliar) requerendo que Emanuel Pinheiro apenas pague fiança no valor de R$ 118,2 mil e proibindo-o de manter contato com os demais investigados. 

Como a ação tramita em segredo de justiça, não sabemos, até este momento, se a Justiça Federal acolheu a manifestação da procuradora Vanessa Christina e impediu o prefeito de manter contato com os demais investigados.

Leia aqui: CPI do Paletó convocará Silval, Silvio, Alan Zanata e Valdecir

 

 

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