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Mato Grosso

Domingo, 25 de Agosto de 2019, 07h:48

ACORDO

Temendo se tornar o Pedro Taques de 2020, prefeito estaria disposto abrir mão da reeleição

Cícero Henrique

Reprodução

Emanuel Pinheiro

Há duas conversas básicas sobre o MDB e a disputa para prefeito de Cuiabá em 2020. Primeiro, a candidatura de Emanuel Pinheiro. Segundo, se ele será mesmo candidato.

Se Emanuel Pinheiro disser que será candidato, não há a menor dúvida: os partidos da base avaliarão vários fatores, entre eles os diversos processos a que ele responde e se o vídeo da propina do paletó não atrapalharia a composição de legendas nas eleições. A recente decisão judicial que determinou a reabertura da CPI do Paletó na Câmara de Vereadores pode ter consequências graves para o prefeito, mais até do que a CPI da Saúde. O fato hoje é que o nome de Emanuel Pinheiro, no jargão jornalístico, já vem se tornando pesado.

Entre pinheiristas e emedebistas, há os que postulam que, agora, Emanuel Pinheiro, receando perder a eleição — para não se tornar o Pedro Taques de 2020 —, poderá bancar outro candidato. Há até os que acreditam que existe um acordão secreto entre Jayme Campos, Carlos Bezerra e Emanuel Pinheiro . Eles estariam jogando juntos, mas silenciosamente. Qual o objetivo do silêncio? 

Emanuel Pinheiro, político experimentado, sabe que liderar no início não é o mesmo que liderar durante toda a campanha, sobretudo na reta final, com todos os nomes e discursos em jogo. Por isso, temendo o desgaste de sua imagem —, pode bancar outro(a) nome para prefeito da capital.

Confira abaixo o que torna pesado o nome de Emanuel Pinheiro

Operação Déjà Vu: Emanuel Pinheiro é réu por desvio de R$ 486,9 mil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando ainda era deputado. A ação foi recebida pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, no dia 1º de abril de 2019.

Em maio de 2018, a juíza Célia Regina Vidotti acatouparcialmente ação civil pública ingressada contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por suposto ato de improbidade administrativa e bloqueou bens do emedebista, mas o manteve no cargo. O NACO/MP havia pedido o afastamento do prefeito de Cuiabá e da então prefeita de Juara, Luciane Bezerra. No dia 7 de julho de 2018 Luciane Bezerra teve o mandato cassado pelos vereadores.

Emanuel também foi condenado pela Justiça e teve parte do salário penhorado para a quitação de uma dívida com o empresário Salim Kamel Abourahal.

O prefeito é investigado na operação Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, deflagrada no dia 14 de setembro de 2017 pela Polícia Federal. Nesta operação foram afastados cinco conselheiros do TCE. Todos foram citados nas delações de Silval Barbosa, familiares e pessoas próximas, como o ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa [que gravou o vídeo do paletó], depoimentos que deram base para a Malebolge ser deflagrada. A ação que apura o pagamento de mensalinho para deputados e conselheiros do TCE tramita na Quinta Vara Federal da Subseção Judiciária de Mato Grosso.

CPI do Paletó - Os depoimentos que confirmam que o ex-deputado Emanuel Pinheiro recebeu propina de Silval Barbosa transformam em 'vidraça' os vereadores que o apoiam. Muitos podem reavaliar o cenário e mudar de lado, pois sabem que a opinião pública está pronta para dar o troco nas urnas. 

 

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