Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2020

Mato Grosso

Domingo, 26 de Julho de 2020, 07h:15

COVID-19 EM MATO GROSSO

Taxa de ocupação de UTIs em MT é de 90,03%; mais de 900 profissionais de saúde foram infectados

Redação

Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste sábado (25.07), 43.253 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 1.580 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado e 24 mortes nas últimas 24 horas.

Foram registradas cerca de 667 novas confirmações de coronavírus no Estado. Dos 43.253 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 17.218 estão em monitoramento e 24.455 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 303 internações em UTIs públicas e 431 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 90,3% para UTIs adulto e em 52,75% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (9.460), Várzea Grande (3.284), Rondonópolis (2.833), Lucas do Rio Verde (2.464), Tangará da Serra (1.845), Sorriso (1.621), Primavera do Leste (1.594), Sinop (1.520), Nova Mutum (1.204) e Pontes e Lacerda (842).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada AQUI.

O documento ainda aponta que um total de 41.241 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam cerca 2.038 amostras em análise laboratorial.

O governo demorou muito para agir porque não acreditou na proporção da pandemia.

Luto

Um total de 23 profissionais da saúde morreram em Mato Grosso vítimas da Covid-19 até o início desta semana, sendo cinco médicos e 18 enfermeiros e técnicos de enfermagem. Foram mais de 900 profissionais da área infectados, dos quais 260 médicos. Para a Dra. Hildenete Monteiro Fortes,  presidente do CRM-MT, vários fatores contribuem para esse quadro.

“O governo demorou muito para agir porque não acreditou na proporção da pandemia. Na verdade, já tínhamos uma falta de leitos de UTI muito antes da Covid-19, mas os problemas ficaram mais evidentes nessa situação de crise, portanto, faltou planejamento do Estado e dos municípios para abrir novos leitos de UTI e também fazer treinamento dos profissionais”.

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