Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019

Mato Grosso

Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h:15

LIBERDADE NEGADA

STJ mantém prisão de Flávio Taques, preso na operação Sangria 2

Jô Navarro

Reprodução/Câmara Municipal

Flavio Taques

O ex-secretário adjunto de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques, que fugiu da polícia para não ser preso quando foi deflagrada a operação Sangria 2, continuará preso. A decisão do STJ desta quinta-feira (3) negou pedido de liminar pela revogação da prisão preventiva.

No dia 18 de dezembro, data em que foi deflagrada a segunda fase da operação Sangria, Flávio Taques foi flagrado por câmeras de segurança fugindo num veículo dirigido pela atual diretora de Logística e Suprimentos do Centro de Distribuição de Medicamentos (CDMIC), Luciana Franco Marcelo Carvalho. Antes de fugir ele queimou documentos na churrasqueira de seu apartamento, segundo informações da polícia. Flávio Taques só se entregou 16 dias depois, no dia 2 de janeiro.

Na mesma operação foram presos o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Luciano Correa Ribeiro, Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali. Todos já foram liberados pela Justiça.

Operação Sangria

A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantém influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado, “fazendo o que bem entender, sem serem incomodados, em total prejuízo a população mais carente que depende da saúde pública para sobreviver”.

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