Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019

Mato Grosso

Domingo, 10 de Novembro de 2019, 06h:32

CONGRESSO NACIONAL

Redução de municípios é vista por bancada e AMM como erro do governo Bolsonaro

Redação

Reprodução

Paulo Guedes, Bolsonaro e Davi

Uma das propostas mais polêmicas apresentadas pelo governo ao Congresso Nacional, é justamente onde mexe com a base eleitoral de muitos políticos, em Mato Grosso não é diferente e a medida repercutiu muito mal principalmente na Associação Mato-grossense dos Municípios, que ve a medida como absurdo e desleal com a população dessas cidades. 

O governo federal entregou a primeira parte do pacote econômico na terça-feira, 5, ao Congresso Nacional. Entre os projetos da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PSL) está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo. E é justamente nesse texto que está a medida mais polêmica de todo o pacote que pretende reformular o funcionamento do Brasil.

A proposta de redução de 1.254 municípios brasileiros com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria abaixo de 10% do total do orçamento anual pegou de surpresa muitos parlamentares. A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pretende resolver a situação de déficit financeiro preocupante dos municípios com a integração a cidades maiores.

Para a maioria dos parlamentares eleitos por Mato Grosso, a proposta de redução do número de municípios é um equívoco.

Para o deputado federal Carlos Bezerra(MDB), “quando se afasta a gestão das comunidades, são criadas mais dificuldades. A qualidade de vida daquele município vai piorar. Fica difícil sobrar recurso”, avalia. De acordo com Bezerra, os municípios têm condição de manter situação melhor independentes do que se voltarem a ser distritos de outra cidade.

“Os pequenos municípios têm de ter investimentos pesados, atenção prioritária dos governos federal e estadual para que possam se tornar fortes e competitivos”, pontua o parlamentar do MDB.

O próprio governo sentiu que repercutiu mal a medida, mas deixou claro que os congressistas é que vão decidir.

 

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