Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019

Mato Grosso

Segunda-Feira, 07 de Janeiro de 2019, 12h:46

CONFLITO AGRÁRIO EM MT

Perícia técnica será decisiva para elucidar conflito na fazenda Bauru

Juiz entendeu que os posseiros tinham intenção de invadir a fazenda e os seguranças agiram para proteger a propriedade

Jô Navarro

reprodução/TJMT

Juiz Alexandre Sócrates Mendes

O Grupo de Atuação em Perícias Especiais (Gape) foi acionado para a realização de perícia oficial e identificação técnica na propriedade rural onde ocorreu o confronto armado em Colniza (1.065 km de Cuiabá), na manhã do último sábado (05), entre seguranças e posseiros.

A perícia técnica será decisiva para elucidar o que de fato aconteceu na fazenda Bauru, que resultou na morte de Elizeu Queres de Jesus, 38 anos, e nove ficaram feridos.

Durante a audiência de custódia dos quatro seguranças da empresa Unifort, o juiz plantonista Alexandre Sócrates Mendes, da comarca de Juara (a 690 km de Cuiabá) concluiu que posseiros entraram na fazenda, apesar de terem conhecimento da liminar judicial em reintegração de posse que determinou que os posseiros mantivessem distância de 5 Km da propriedade.

O juiz Alexandre Sócrates Mendes considerou o depoimento do posseiro Valmir Nunes Januário para a Polícia Civil na manhã de sábado, em Colniza, para libertar os seguranças. No depoimento Valmir admitiu que 80 posseiros estavam num local chamado 'Curral do Lourival'. Segundo o segurança Ralf Alcântara Cruz de Carvalho, um dos 4 libertados, o local fica dentro da fazenda.

Por isso o juiz entendeu que os posseiros tinham intenção de invadir a fazenda e os seguranças agiram para proteger a propriedade. Para o juiz, não é plausível que os invasores estivessem desarmados.

“As máximas de experiência autorizam o exegeta a acreditar que um grupo de aproximadamente cem pessoas, ao resolverem descumprir liminar de reintegração de posse, de uma propriedade que possui segurança armada, não iriam de mãos vazias!”, diz trecho da decisão.

Politec

Sem testemunhas do ocorrido, há apenas as versões de seguranças e posseiros. A perícia técnica é que apontará quem começou a atirar.

Uma equipe completa da Politec, formada por quatro profissionais sendo, perito criminal, papiloscopista, médico legista e técnico em necropsia, foram enviados para a propriedade com o auxílio de uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

No local, os profissionais realizam o levantamento de local de crime, a identificação das vítimas e a necropsia nas vítimas.

 

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