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Mato Grosso

Quarta-Feira, 22 de Agosto de 2018, 13h:45

ELEIÇÕES 2018

Pedro Taques minimiza delação de Caixa 2 e grampolândia

Jô Navarro

Reprodução/TV Vila Real

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (TSDB), disse hoje em entrevista à Rádio Vila Real que "no Brasil está começando ocorrer hoje a indústria das delações". Ele minimizou a notícia veiculada ontem pela Folha de São Paulo sobre a homologação da delação premiada de Alan Malouf, que cita caixa dois na sua campanha eleitoral em 2010. Disse que, se houve delação, ele [Malouf] terá que apresentar provas do que falou. Malouf foi condenado pela 7ª Vara Criminal na operação Rêmora.

Na delação o empresário Alan Malouf teria apresentado provas de caixa 2 de Pedro Taques em 2014.

Sobre caso da 'grampolândia pantaneira', que levou à prisão seus primos Paulo e Pedro Jorge, o governador minimizou a situação:

- O Paulo Taques está sendo investigado. Quando ele for processado, ele vai fazer a sua defesa, disse o governador.

Sobre a confissão do cabo Gerson, que atribuiu o interesse pelos grampos ilegais a Pedro Taques e Paulo Taques, o candidato a reeleição respondeu:

- O cabo Gerson disse que acha que eu estou envolvido e que eu seria dono. Ora, eu não vou responder ao ‘acho’. Imagine, se eu disser ‘eu acho que fulano foi isso’ e eu ser responsabilizado pelo ‘acho’. Eu ou político e tenho orgulho de ser político. Não mudei, sou o mesmo político como procurador, o mesmo político que eu fui senador, o mesmo político. Tenho direito constitucional a minha defesa, eu não posso ser responsabilizado pelo eu acho”, acrescentou.

Os esquema de grampos ilegais na modalidade 'barriga de aluguel' começaram em 2014 em plena campanha eleitoral, quando foram grampeados os celulares de adversários políticos de Pedro Taques, jornalistas, deputados,promotor, desembargador e até a amante de Paulo Taques, e só pararam em 2015.

No próximo dia 27 o cabo Gerson prestará novo depoimento a pedido de sua defesa.

Em outra entrevista, mais tarde, na TV Vila Real, sobre as dívidas do estado com fornecedores, negou que as viaturas alugadas não foram recolhidas nos últimos dias por falta de pagamento e alegou ter parcelado o pagamento com a locadora. O candidato a reeleição disse que Mato Grosso não está 'quebrado', mas tem problema de fluxo de caixa. Atribuiu a dificuldade devido às despesas obrigatórias, como repasse aos Poderes.

O governador não respondeu a pergunta sobre o decreto do governo que determinou o parcelamento de dívidas acima de R$ 500 milhões em 11 vezes.

 

 

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