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Mato Grosso

Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2017, 10h:31

FEIRA DE VAGAS

MPE: Blairo Maggi mandou Éder Moraes recomprar vaga de conselheiro

Cícero Henrique

Apesar alegação insistente do ministro Blairo Maggi de que o PGR Rodrigo Janot determinou o arquivamento de denúncias contra ele na operação Ararath, o MPE o denunciou por ter, supostamente, incentivado a compra de vaga no TCE para Sérgio Ricardo.  Segundo o MPE, a utilização de factoring para levantar recursos para a suposta compra de vaga, foi permitida pelo ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi. A vaga de Alencar Soares teria sido negociada por aproximadamente R$ 12 milhões.

O MPE cita na denúncia que Maggi teria negociado duas vagas no Tribunal de Contas, uma para o ex-deputado Sérgio Ricardo e a outra para Éder Moraes, ex-secretários de Estado em seu governo. Blairo Maggi e o ex-governador Silval Barbosa teriam participado de uma reunião com a presença dos interessados nas vagas, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e o  ainda conselheiro à época Humberto Bosaipo.

A denúncia do MPE aponta ainda que Blairo Maggi teria interferido, em 2009, para atrasar a aposentadoria de Alencar Soares. Alencar Soares, que já havia recebido adiantamento de R$ 2,5 milhões de Sérgio Ricardo. Por issso Maggi teria orientado Éder Moraes a providenciar o pagamento de R$ 4 milhões para Alencar, para que devolvesse o adiantamento de Sergio Ricardo e "o restante para complementar o pagamento de uma das vagas que seriam abertas". A intenção era garantir  Moraes no TCE.

O ex-governador Maggi e o vice-governador à época, Silval Barbos, esperavam assim que Sérgio Ricardo fosse indicado à vaga pela Assembleia, enquanto Moraes seria indicado pelo Executivo. A segunda vaga em questão era a de Humberto Bosaipo, cuja saída da Corte era iminente devido aos processos  criminais e ações de improbidade administrativa.

O MPE alega na denúncia que Blairo Maggi concordou com as negociatas, e "ordenou a Éder Moraes resolução de acerto imoral, através de repasses extraídos da "conta corrente", ou seja, de conta alimentada e mantida com recursos públicos desviados, oriundos de "esquema" montado e alimentado com dinheiro público. "Concomitantemente, de forma livre e consciente (dolosamente) e com acentuada má-fé, atentou contra os princípios da administração pública, desejando ofender os deveres de moralidade, honestidade, legalidade e lealdade à instituição que pertencia, retardando aposentadoria comprada, providenciando a restituição de valores ao corruptor (Sérgio Ricardo), através de repasses ao corrompido Alencar Soares e depois aderindo e permitindo que fosse concretizada compra da vaga de Conselheiro do TCE, no escuso e ímprobo interesse próprio, de um protegido (Éder Moraes), bem como de um grupo de autoridades (requeridos) pertencentes ao Executivo e Legislativo Estaduais (SIC)”.

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Ontem, 16, o TCE foi notificado e afastou o conselheiro Sérgio Ricardo. O bloqueio de bens de R$ 4 milhões determinado pela justiça encontrou apenas R$ 479.513,28 mil nas contas de Maggi e Sérgio Ricardo.

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