Quinta-Feira, 26 de Abril de 2018

Mato Grosso

Quinta-Feira, 11 de Janeiro de 2018, 08h:06

VAI E VEM

Membros da executiva estadual do Patriotas seguem Bolsonaro e migram para o PSL

Jô Navarro

Reprodução

O deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ)

O recém criado Patriotas, em Mato Grosso, foi do céu ao inferno nos últimos dias. Assim que o pré-candidato a Presidente da República Jair Bolsonaro fechou com o PSL, o Patriotas sofreu uma debandada. O mesmo aconteceu nos demais estados.

Em Mato Grosso, a executiva estadual que previa a multiplicação de filiações no partido abriu a porteira e também migrou para o PSL. O policial federal pré-candidato a deputado federal Rafael Ranalli, que integrava a Executiva Estadual, assinou a ficha de filiação ao PSL na última terça-feira (9).

Segundo informado por Marcos Figueiró, ex-secretário de comunicação do Patriotas, ele próprio e as executivas municipais de 20 cidades também migraram para o PSL. O grupo espera que nas próximas semanas "sejam confirmadas as desfiliações e filiações de cerca de 600 pessoas. Todas acompanhando o Bolsonaro nesses 20 municípios".

Já deixaram o Patriotas e assinaram filiação no PSL Carlos Hayashida, ex-Secretário-Geral do diretório estadual do Patriotas, Rafael Klas Dal Bó ex-primeiro-Secretário, Major Cícero Antonio (Pres. FAMIL), 2º Vogal, Rafael Yonekubo (Pres. Direita Mato Grosso) 2º Vice-Presidente.

No âmbito nacional o Patriotas também sofreu o baque da saída de Bolsonaro. O presidente do Patriotas, Adilson Barroso, disse à imprensa ter chegado ao limite em relação à quantidade de exigências feitas pelo deputado para tomar conta do partido. Segundo ele, Bolsonaro queria controlar a legenda em todas as unidades da Federação, o diretório nacional, a executiva. “Eu disse a eles, se vocês querem um partido, vão fundar um para vocês ou tomar de outro”, comentou. Entretanto, Barroso ainda deixará a vaga de candidato à Presidência da República guardarda para o deputado. “Ele vai dar umas voltas por aí, vai se arrepender e vai voltar. E eu, como no filho pródigo, vou perdoar e aceitá-lo de volta”, disse Adilson Barroso.

O movimento imediato dos seguidores de Bolsonaro em direção ao PSL representa um grande risco. Não há garantias que o deputado presidenciável permaneça no PSL. Uma possível mudança de planos deixa seus apoiadores numa situação delicada, pulando de um partido para o outro.

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO