Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018

Mato Grosso

Quinta-Feira, 10 de Maio de 2018, 13h:19

ESQUEMA NO DETRAN

Inquérito da Bereré lista pagamentos para Allan, Serys, Max Russi e Porto

Cícero Henrique

Divulgação

O inquérito policial que resultou na operação Bereré desarticulou organização criminosa que desviava recursos do Detran-MT e relaciona dezenas de beneficiários de repasses dos integrantes do esquema. Com 248 páginas, elenca transcrições de diálogos interceptados com autorização judicial, lista a origem e destinatários de repasses oriundos do esquema, mostrando o caminho do dinheiro.

O inquérito aponta ainda que o deputado Mauro Savi (DEM) teria usado o empresário Claudemir Pereira dos Santos para ocultar o recebimento de R$ 3,9 milhões em propina.

Doc Claudemir

 

“A propina sai da EIG Mercados LTDA., passa pela Santos Treinamentos, chega até Claudemir Pereira dos Santos, espectro de Mauro Savi, o qual, a mando deste, dá o direcionamento à propina de modo a beneficiar Savi sem que ele se vincule diretamente com o dinheiro”, afirma o MPE em trecho do inquérito.

Reprodução

Claudemir Pereira dos Santos

Claudemir Pereira dos Santos era o braço direito do deputado Mauro Savi, aponta inquérito

O Caldeirão Político teve acesso aos documentos. Além dos repasses já conhecidos para o deputado Mauro Savi,sua esposa Dilair e o cunhado Valdir Daroit, há também registro de pagamento para o deputado estadual Professor Allan Kardec Pinto da Costa, que recebeu cheque de R$ 10 mil, no dia 10/10/2014, do acusado Claudemir Pereira dos Santos, preso na operação Bônus, desdobramento da operação Bereré.

Claudemir também fez repasses em cheques no valor total de R$ 58 mil para Alan Resende Porto, ex-coordenador da equipe de Projetos da prefeitura de Cuiabá na gestão de Mauro Mendes (janeiro 2013) e assumiu o cargo de Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Cuiabá a partir de 2015.

A empresa da prima da prefeita afastada de Juara Luciane Bezerra - FAMA S A LTDA EPP - EPP - Maria de Fátima Azoia Pinoti, recebeu de Claudemir a importância de R$ 30 mil. Em 2010, Fátima fez duas doações para a campanha eleitoral de Luciane Bezerra, sendo uma de R$ 13.500,00 e outra de R$ 500,00. Fátima também figura como doadora para a campanha de 2014 de Valdir Barranco, no valor de R$ 25 mil e para o marido de Luciane, Oscar Bezerra, no valor de R$ 23.500,00.

O vice-prefeito de Campo Novo do Parecis, Dhemis Jackson R Marques, também está na lista de beneficiários do esquema criminoso. Recebeu de Claudemir um cheque no valor de R$ 23 mil no dia 21/12/2013.

O deputado estadual Max Russi, ex-secretário da Setas, recebeu de Claudemir cheque no valor de R$ 10 mil no dia 29/12/2013.

EIG

Repasses de grande porte foram realizados pela empresa EIG Mercados (FDL), beneficiando políticos e empresas conhecidas da sociedade mato-grossense. Veja abaixo alguns dos beneficiários e os valores recebidos da EIG (FDL):

VALOR: R$ 840.000,00 - "SLHESSARENKO CANAVARROS ADVOGADOS ASSOCIADOS, sócios: ALEXANDRE SLHESSARENKO; LEONARDO SLHESSARENKO e SERYS MARLY SLHESSARENKO. Alexandre Slhessarenko é filho de Serys Marly Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko. Ressalta-se, também, que Serys Slhessarenko foi Senadora da República, eleita pelo Estado de Mato Grosso no ano de 2002, exercendo seu mandato na legislatura 2003-2011. O dinheiro foi repassado pela EIG por meio de quatro transferências eletrônicas nos meses de julho, agosto, setembro e outubro de 2015, cada uma no valor de R$ 210 mil;"

VALOR: R$ 3.491.917,61 - IN MARKETING LTDA, sócios: A3 INVESTIMENTOS E PARTICIPACOES EMPRESARIAIS LTDA e RODOLFFO ADRIANO RORIZ ARAUJO.

(Fonte: MPE- Inquérito 38.162.2013 ) 

Inquérito Serys

  

NOTA DE ATUALIZAÇÃO

O advogado Alexandre Slhessarenko, do escritório Slhessarenko Advogados, enviou na tarde de sexta-feira (11/05) esclarecimento e pedido de retificação da mesma, por meio de comentário nesta matéria, sobre o repasse da EIG para o escritório, listado pelo MPE no inquérito da operação Bereré. Segundo o advogado, o escritório de advocacia "foi contratado através de seu sócio proprietário Alexandre Slhessarenko, por instrumento escrito de honorários advocatícios em JUL/2015 pela EIG MERCADOS LTDA em demanda judicial promovida pela SANTOS TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DE PESSOAL LTDA". Segundo o advogado, "os honorários advocatícios pela prestação dos serviços realizados foram contratados levando-se em consideração o valor controvertido em discussão nos processo na ordem de aproximadamente R$100.800.000,00 (cento e oito milhões de reais), representando, pois, 0,8% do valor em discussão; isto sem computar a multa diária de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) impostas e foram emitidas todas as notas fiscais e recolhidos todos os impostos.". Além disso, Alexandre Slhessarenko informa que "Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko ingressaram no Escritório Slhessarenko Advogados em FEV/2016, portanto após a contratação e recebimento dos honorários contratados." Acrescenta ainda que "Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko não são investigados no âmbito da Operação Bereré, não tendo sido intimados para prestar quaisquer esclarecimentos." 

Confira abaixo e também nos comentários, o posicionamento do escritório:

Prezados senhores, À vista da matéria veiculada hoje (11/05/2018), sob o título “Inquérito da Bereré lista pagamentos para Allan, Serys, Max Russi e Porto”, e considerando não termos sido sequer ouvidos previamente sobre a matéria (princípio elementar do Jornalismo), prestamos os seguintes esclarecimentos para ao final requerer:
1.O Escritório Slhessarenko Advogados está constituído há 30 trinta anos, com sede em São Paulo e em Cuiabá e foi contratado através de seu sócio proprietário Alexandre Slhessarenko, por instrumento escrito de honorários advocatícios em JUL/2015 pela EIG MERCADOS LTDA em demanda judicial promovida pela SANTOS TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DE PESSOAL LTDA, para atuar nos processos judiciais em trâmite perante o Juízo da 4ª Vara Cível do Foro de Cuiabá-MT, processo cautelar nº19304-54.2015.811.0041 (Código: 991620); processo principal nº28370-58.2015.811.0041 (COD-1011881), bem assim seus desdobramentos recursais perante o TJMT, proc.0064886-06.2015.8.11.0000 Código: 64886; processo nº0118684-76.2015.8.11.0000 (COD-118684); MC-0177406-06.2015.8.11.0000 (COD-177406); proc.0138074-32.2015.8.11.0000 Código: 138074; proc.0151465-54.2015.8.11.0000 Protocolo: 151465; proc.0077863-93.2016.8.11.0000 Código: 7786; proc.0099796-25.2016.8.11.0000 Código: 99796; proc. 0127496 - 10.2015.8.11.0000 Código: 127496 ; proc.0147629-73.2015.8.11.0000 Código: 147629; proc.0158764-82.2015.8.11.0000 Código: 158764; proc.0168899-56.2015.8.11.0000 Código: 168899; IP-38162/2013; bem assim feitos administrativos perante o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Feito nº107263/2012; Feito nº139343/2012; Feito nº131210/2016; Feito nº104876/2015; Feito nº170178/2012; Feito nº265497/2013; Feito nº176419/2013; Feito nº136760/2013 e Feito nº53163/2013e perante a PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA, SIMP-016.728-001/2015.
2.Os serviços foram prestados conforme se denota de um cem número de intervenções nos autos, por petições protocoladas nestes e que tinha por escopo principal a cassação/suspensão de medida liminar proferida nos autos do processo nº19304-54.2015.811.0041 (Código: 991620), 4ª Vara Cível de Cuiabá; liminar esta que impunha bloqueio judicial de vultosas importâncias contra a EIG MERCADOS LTDA, com imposição de multa diária no valor de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais).
3.A intervenção do Escritório foi exitosa e logrou suspender a ordem liminar em questão através de medida liminar concedida pelo TJMT nos autos do processo MC-0177406-06.2015.8.11.0000 (COD-177406).
4.Os honorários advocatícios pela prestação dos serviços realizados foram contratados levando-se em consideração o valor controvertido em discussão nos processo na ordem de aproximadamente R$100.800.000,00 (cento e oito milhões de reais), representando, pois, 0,8% do valor em discussão; isto sem computar a multa diária de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) imposta.
5.Foram emitidas todas as notas fiscais e recolhidos todos os impostos.
6.Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko ingressaram no Escritório Slhessarenko Advogados em FEV/2016, portanto após a contratação e recebimento dos honorários contratados.
7.Por fim, Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko não são investigados no âmbito da Operação Bereré, não tendo sido intimados para prestar quaisquer esclarecimentos.
8. Assim solicita seja veiculado este esclarecimento e retificada a matéria. Alexandre Slhessarenko OAB/MT-3921 OAB/SP-109.087

Como funcionava a Orcrim

Segundo o MPE, faziam parte do grupo de liderança Paulo Cesar Zamar Taques, quando estava à frente da Casa Civil, e o deputado Mauro Savi. 

Entre outras pessoas que faziam parte do núcleo de operação estão Pedro Jorge Zamar Taques, Roque Anildo Reinheimer, José Kobori e Claudemir Pereira dos Santos.  Seus integrantes são direta ou indiretamente responsáveis pela operacionalização dos esquemas de obtenção de vantagens ilícitas no âmbito do DETRAN/MT que são formulados e/ou aprovados, bem como tem garantia de implementação e desenvolvimento pela liderança.

Os agentes constantes no núcleo subalterno exercem funções de menor complexidade, porém vitais ao funcionamento da organização criminosa, atividades meramente executivas de auxílio ao desenvolvimento dos esquemas de obtenção de vantagens ilícitas operados pela OCRIM

 O Caldeirão Político esclarece que limitou-se a reproduzir  trechos do Inquérito 38.162.2013 disponibilizado pelo próprio MPE, contendo listas de repasse e recebimentos. As observações sobre as empresas e pessoas, como o valor recebido ou repassado, constam no inquérito que pode ser acessado NESTE LINK. 

 

 

 

2 COMENTÁRIOS:

Ao CALDEIRÃO POLITICO WWW.CALDEIRAOPOLITICO.COM.BR Prezados senhores, À vista da matéria veiculada hoje (11/05/2018), sob o título “Inquérito da Bereré lista pagamentos para Allan, Serys, Max Russi e Porto”, e considerando não termos sido sequer ouvidos previamente sobre a matéria (princípio elementar do Jornalismo), prestamos os seguintes esclarecimentos para ao final requerer: 1. O Escritório Slhessarenko Advogados está constituído há 30 trinta anos, com sede em São Paulo e em Cuiabá e foi contratado através de seu sócio proprietário Alexandre Slhessarenko, por instrumento escrito de honorários advocatícios em JUL/2015 pela EIG MERCADOS LTDA em demanda judicial promovida pela SANTOS TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DE PESSOAL LTDA, para atuar nos processos judiciais em trâmite perante o Juízo da 4ª Vara Cível do Foro de Cuiabá-MT, processo cautelar nº19304-54.2015.811.0041 (Código: 991620); processo principal nº28370-58.2015.811.0041 (COD-1011881), bem assim seus desdobramentos recursais perante o TJMT, proc.0064886-06.2015.8.11.0000 Código: 64886; processo nº0118684-76.2015.8.11.0000 (COD-118684); MC-0177406-06.2015.8.11.0000 (COD-177406); proc.0138074-32.2015.8.11.0000 Código: 138074; proc.0151465-54.2015.8.11.0000 Protocolo: 151465; proc.0077863-93.2016.8.11.0000 Código: 7786; proc.0099796-25.2016.8.11.0000 Código: 99796; proc. 0127496 - 10.2015.8.11.0000 Código: 127496 ; proc.0147629-73.2015.8.11.0000 Código: 147629; proc.0158764-82.2015.8.11.0000 Código: 158764; proc.0168899-56.2015.8.11.0000 Código: 168899; IP-38162/2013; bem assim feitos administrativos perante o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Feito nº107263/2012; Feito nº139343/2012; Feito nº131210/2016; Feito nº104876/2015; Feito nº170178/2012; Feito nº265497/2013; Feito nº176419/2013; Feito nº136760/2013 e Feito nº53163/2013e perante a PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA, SIMP-016.728-001/2015. 2. Os serviços foram prestados conforme se denota de um cem número de intervenções nos autos, por petições protocoladas nestes e que tinha por escopo principal a cassação/suspensão de medida liminar proferida nos autos do processo nº19304-54.2015.811.0041 (Código: 991620), 4ª Vara Cível de Cuiabá; liminar esta que impunha bloqueio judicial de vultosas importâncias contra a EIG MERCADOS LTDA, com imposição de multa diária no valor de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais). 3. A intervenção do Escritório foi exitosa e logrou suspender a ordem liminar em questão através de medida liminar concedida pelo TJMT nos autos do processo MC-0177406-06.2015.8.11.0000 (COD-177406). 4. Os honorários advocatícios pela prestação dos serviços realizados foram contratados levando-se em consideração o valor controvertido em discussão nos processo na ordem de aproximadamente R$100.800.000,00 (cento e oito milhões de reais), representando, pois, 0,8% do valor em discussão; isto sem computar a multa diária de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) imposta. 5. Foram emitidas todas as notas fiscais e recolhidos todos os impostos. 6. Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko ingressaram no Escritório Slhessarenko Advogados em FEV/2016, portanto após a contratação e recebimento dos honorários contratados. 7. Por fim, Serys Slhessarenko e Leonardo Slhessarenko não são investigados no âmbito da Operação Bereré, não tendo sido intimados para prestar quaisquer esclarecimentos. 8. Assim solicita seja veiculado este esclarecimento e retificada a matéria. Alexandre Slhessarenko OAB/MT-3921 OAB/SP-109.087
enviado por: Alexandre Slhessarenko em 11/05/2018 às 14:33:40
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ATÉ TU FAMÍLIA SLHESSARENKO ?!!!?!?
enviado por: PRB em 10/05/2018 às 15:09:36
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