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Sexta-Feira, 08 de Junho de 2018, 17h:18

COMBUSTÍVEL

Em Cuiabá alguns postos de gasolina abusaram dos preços na crise

Redação

Reprodução

Gasolina

Diferentemente de outros paises onde ocorre alguma crise existe todo tipo de solidariedade, no Brasil e especialmente em Cuiabá, os postos de gasolina aproveitaram da paralisação dos caminhoneiros para inflacionar ainda mais os preços.

A Delegacia do Consumidor juntamente com o Procon teve que multar diversos postos de gasolina.

Tinha posto que estava cobrando cerca de 9,00 reais um litro de gasolina, uma verdadeira exploração no bolso dos usuários que acabaram ficando refém da situação.

O levantamento semanal de preços da ANP mostra que os postos de combustível aumentaram em até 98% a margem de lucro sobre litro de gasolina vendido durante a crise de abastecimento do país. O aumento médio de lucro por litro no Brasil foi de 38%.

Segundo os dados da ANP, o maior aumento porcentual de lucro aconteceu em Alagoas. Os postos, na semana em que começou a greve dos caminhoneiros, tinham em média lucro de R$ 0,377 por litro vendido. 

A maior margem por litro de gasolina foi identificada no Ceará. Os postos do estado em média adotaram um lucro por litro de R$ 0,935. No início da crise, o levantamento apontava média no estado de R$ 0,674.

Nos três maiores estados do país, a margem de lucro saltou para índices semelhantes na semana de maior falta de combustível: R$ 0,639 em Minas Gerais, R$ 0,628 no Rio de Janeiro e R$ 0,640 em São Paulo.

A ANP mostra que o aumento dos preços da gasolina se deveu basicamente ao lucro maior. Na distribuidora, em média, os preços se mantiveram estáveis. O reajuste de uma semana para outra foi de apenas R$ 0,008. No entanto, na bomba, o preço médio no país subiu R$ 0,18.

No gás de cozinha, o aumento de margem de lucro também foi impressionante. Antes da crise, os revendedores em média adicionavam R$ 16,75 ao preço da distribuidora. No desabastecimento, cobraram R$ 22,15 em cada botijão. Assim, embora as distribuidoras, em média, tenham baixado o preço, o consumidor pagou mais.

No etanol combustível, a margem de lucro por litro dos postos também subiu 22,3%, subindo de R$ 0,420 para R$ 0,514 no auge do desabastecimento.

No caso do diesel, que motivou a greve dos caminhoneiros, a margem se manteve estável. Mas o levantamento da ANP mostra que na semana anterior o lucro havia subido 10% no diesel comum e 12% no Diesel S10.

 

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