Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018

Mato Grosso

Segunda-Feira, 05 de Fevereiro de 2018, 15h:25

FÁVARO VAI GOVERNAR POR 9 MESES

Eleições 2018 em MT: um é o outro

Cícero Henrique

Reprodução

Pedro Taques e Carlos Fávaro

Pedro Taques é Carlos Fávaro, Fávaro é Taques. Duas eleições formando chapa, pretende governar oito anos juntos no discurso e na prática, ambos traduzem um projeto de poder. Pedro Taques e Carlos Fávaro são indissociáveis. Um é o outro até as urnas. Depois, quem sabe.

A forte sintonia entre o governador e o seu vice. Uma questão substantiva: os dois querem o poder e não consegue mais ficar londe das tetas dele.

Bônus e Ônus

Em 2018, Pedro Taques tem sobre seus ombros o desgaste (ou ‘fadiga de poder’) de quem está há 4 anos no governo. A este fato histórico devem ser somadas duas crises: a do País, com um governo sem rumo, e a de um partido, o seu, também sem direção certa, depois de ter sido decisivo para a chegada deste governo ao comando do País.

Pelo acordo significa que Carlos Fávaro vai herdar, de Pedro Taques, os pontos positivos, mas também os negativos. Em geral, os dois têm mostrado afinação irrestrita, embora aliados deem notícias, nas últimas semanas, de choques pontuais entre eles. Nada de novo: o que se tem por choque nada mais é do que a refrega das costuras para a formação do novo governo.

Para Carlos Fávaro, montar um governo de nove meses já no final do segundo mandato de Taques(esse é o acordo com Pedro Taques), e para tentar a reeleição, com a sua cara é um desejo, mas não é uma realidade. Antes de tudo, o seu governo precisa manter a base de Pedro Taques, porque é ela que vai carregar a sua campanha. Neste jogo de forças nos bastidores, com distribuição das fatias de poder, nem todos ficam contentes, embora romper, de fato, ninguém queira.

A maior parte dos partidos da base defende e busca espaço na chapa majoritária (governador, vice e Senado), mas almeja outra coisa: mais espaço no governo atual e depois, em caso de reeleição. É o caso do DEM. Esses espaços são decisivas nas campanhas de deputado estadual e federal, que por sua vez vão garantir que os acordos sejam cumpridos. É a roda viva da prática política.

Por maior que seja a tensão nestes dias, a tendência é de apaziguamento na base quando os interesses forem atendidos. Porque, se não forem, os ecos serão estridentes e públicos; as consequências, notórias e barulhentas. Quanto a Pedro Taques e Carlos Fávaro, a união faz a força; a desunião, a possibilidade de derrota mútua.

Daqui até as urnas, um precisa do outro. Para Pedro Taques, manter Carlos Fávaro em favor de sua candidatura é essencial. Para Taques, segurar a lealdade de Fávaro é manter vivo o discurso que o sustenta, e coeso a seu favor o grupo que o carrega em eleição. Em tempos difíceis, isso é fundamental.

 

 

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