Sexta-Feira, 10 de Julho de 2020

Mato Grosso

Domingo, 15 de Março de 2020, 09h:05

ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

"Ele consegue enxergar Maria do Rosário, porém é incapaz de falar uma palavra contra o "Emanuel paletó", critica podemista

Candidatura de José Medeiros enfrenta resistência dentro do próprio partido

Cícero Henrique

Reprodução

Emanuel Pinheiro está impune. José Medeiros, mesmo cassado, ficou impune. Selma Arruda, cassada em menos de 1 ano.

José Medeiros, candidato ao Senado na eleição suplementar, além de ter que engolir a rejeição do Presidente Bolsonaro, que declarou apoio a candidata do Patriotas, também enfrenta rejeição dentro do próprio partido. Nem Selma Arruda, cuja vaga é disputada nesta eleição, apoia Medeiros. Segundo apuramos, Selma ficará NEUTRA durantes esta campanha.

O Podemos homologou a candidatura de Medeiros, mas há uma ala do partido que questiona o silêncio de Medeiros em relação às denúncias de Silval Barbosa, que delatou 'meio mundo' de políticos. Criticam ainda o silêncio de Medeiros sobre as investigações de que é alvo o ex-governador Pedro Taques. "Ele fecha os olhos para a corrupção no Estado".

"Ele consegue fazer discursos memoráveis contra a turma do PSOL mas não tem um gesto contra a turma do Taques e Silval", questiona um integrante do Podemos que prefere não ter o nome publicado.

"Ele consegue enxergar Maria do Rosário, porém é incapaz de falar uma palavra contra o "Emanuel paletó", acrescenta.

José Medeiros, hoje deputado federal, sonha voltar ao Senado, onde esteve por 4 anos depois de usurpar a primeira-suplência de Paulo Fiuza. Ele teve o mandato cassado pelo TRE e TSE por ter falsificado assinaturas em Ata que alterou a ordem de suplentes, mas não teve qualquer punição, graças à lentidão da justiça eleitoral. No TSE dois ministros deixaram os processos 'na gaveta' e Medeiros concluiu o mandato impunemente.

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