Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020

Mato Grosso

Quarta-Feira, 25 de Dezembro de 2019, 08h:35

ELEIÇÕES 2020

Eficiência, moralidade e corrupção podem ser elementos decisivos na disputa de 2020

Cícero Henrique

Reprodução

Emanuel Pinheiro pegando propina

Cientistas políticos, marqueteiros, jornalistas e pesquisadores costumam dizer que a eleição de 2018 — com a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da República — quebrou todos os paradigmas. De fato, houve a quebra de vários paradigmas. A tendência é que, aos poucos, alguns paradigmas anteriores sejam retomados. Mas há um paradigma, que, apesar de não ser mencionado com frequência, não caiu. Trata-se do paradigma da eficiência, moralidade e ética.

Os governadores da Bahia, Rui Costa, e do Ceará, Camilo Sobreira de Santana, apesar de pertenceram ao PT — o partido mais desgastado no pleito de 2018 —, foram reeleitos, no ano passado, e muito bem votados. Como pertencem ao Partido do Trabalhadores, a lógica é que não se reelegessem. Os eleitores deram-lhes um segundo mandato porque, acima da avaliação partidária, decidiram que, sendo governadores eficientes, mereciam continuar no poder.

Em Cuiabá, Emanuel Pinheiro, para alguns é avaliado como gestor eficiente, para outros como gestor marcado pelo vídeo da propina do paletó. Pode inclusive ser reeleito. O ano de 2019 foi marcado por diversas denúncias e escândalos na sua gestão, principalmente na da saúde.

Na disputa de 2020, a eficiência, moralidade, corrupção — possivelmente acima do discurso ético, que também será forte (mas o eleitor duvida de praticamente todos os políticos) — dará o tom. Propostas miraculosas não convencem mais o eleitor. O importante mesmo é fazer o feijão com arroz bem feito e sem roubar— e, nisto poucos sabem fazer.

 

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