Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017

Mato Grosso

Quarta-Feira, 04 de Outubro de 2017, 18h:29

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Desembargador liberta guardião do Sentinela e gera expectativa de novas prisões

Cícero Henrique

TJMT

A pedido dos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringuetta o desembargador Orlando Perri libertou hoje,4, o empresário José Marilson da Silva. Ele foi detido na última quarta-feira,na operação Esdras, quando teve decretada a prisão preventiva.

O desembargador determinou como medidas cautelares a proibição de manter qualquer tipo de contato [pessoal, telefônico, ou por aplicativos] com testemunhas, réus ou com outros investigados neste e em outras investigações em andamento, relacionados à “grampolândia pantaneira”; proibição de acessar ou frequentar órgãos públicos que atuam na área de inteligência da Polícia Militar; proibição de ausentar-se de Cuiabá e do país; entre outras.

A libertação do empresário coloca em alerta integrantes do esquema de escutas ilegais em Mato Grosso, conhecida como 'grampolândia pantaneira'. Embora o desembargadpr Perri não tenha deixado claro, o empresário, que é suspeito de guardar o sistema Sentinela, utilizado no esquema de grampos ilegais – está colaborando com as investigações. Ele teria revelado que o equipamento, que contém informações preciosas para a investigação, estaria com o cabo PM Gerson Correa Júnior.

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José Marilson é ex-sócio-proprietário da empresa Simples IP, que foi responsável pelo desenvolvimento do sistema Sentinela, adquirido pelo ex-comandante da Casa Militar Evandro Alexandre Ferraz Lesco para ser utilizado pelo Núcleo de Inteligência da Policia Militar para a prática de interceptações telefônicas clandestinas.

A colaboração do empresário pode levar os investigadores a efetuar novas prisões.

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