Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Mato Grosso

Terça-Feira, 01 de Agosto de 2017, 09h:27

GREVE DE CAMINHONEIROS

Caminhoneiros bloqueiam rodovias em MT e exigem redução do preço do Diesel

Cícero Henrique

Divulgação

Conforme anunciado com antecedência, os caminhoneiros protestam hoje contra aumento do preço do combustível com a realização de bloqueios em vários pontos das principais rodovias federais brasileiras nesta terça-feira, 1º de agosto.

Em Mato Grosso manifestantes fecharam trecho no km 747 da BR-163, em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), impedindo a passagem de veículos de carga. Veículos com carga viva, perecíveis, ambulâncias e ônibus estão liberados para trafegar.

Ocorrem bloqueios, além da BR-163, nos trechos das rodovias 070 e 364, nas cidades de Sinop, Matupá, Nova Mutum, Guarantã do Norte e Rondonópolis.

Confira os pontos de bloqueio divulgados pelos caminhoneiros nesta manhã:

Viana – ES BR 262
Itajaí – SC BR 101
Santa Cecília – SC BR 116
Araraquara – SP SP 310
São Luiz Gonzaga – RS BR 285
Vila Rica – MT
Barra do Garças – MT BR 070
Rondonópolis – MT BR 163
Cuiabá – MT BR 163
Guarantã do Norte – MT BR 163
Sete Lagoas – MG BR 040
Betim MG BR 381
Pirapora MG BR 365
Nova Lima MG BR 040
Nossa Senhora do Socorro SE BR 101
Montes claros MG BR 251
Curvelo MG BR 135
Realeza MG BR 262/116
João Monlevade BR 381
Mairiporã SP BR 381
Cândido Sales BA BR 116
Planalto BA BR 116
Paraguaçu BA BR 116
Tucano BA BR 116
Alagoinhas BA BR 101
Umbauba SE BR 101
Itabaiana SE BR 235
Itabuna BA BR 101
Ibotirama BA BR 242

Aumento dos combustíveis faz aumentar preço dos fretes

Custo do transporte faz preço do frete subir em média 4%. Para o presidente do grupo G10, de Maringá, Cláudio Adamuccio, o impacto é “brutal” sobre a atividade. “No transporte de carga, o diesel representa 38% dos custos. E está subindo 24, 26 centavos o litro”, cita. Com o aumento, a participação do insumo na planilha sobe para 41,5%, de acordo com ele. Com uma frota de 1.600 caminhões, o G10 é o maior transportador de grãos do País.

O transporte graneleiro não consegue formar preços, que são impostos pelo oligopólio das tradings. Por isso, não conseguem repassar o aumento de custos.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, diz que o setor não tem como assumir o novo custo. “Esse valor, de um jeito ou de outro, vai parar no consumidor final. Vai para a prateleira do supermercado. Mais uma vez o cidadão vai pagar a conta de um governo perdulário, que jogou 14 milhões de pessoas no desemprego”, critica.

Para ele, o aumento, junto com a reoneração da folha de pagamento prevista para janeiro, vai ser trágico para o setor. A entidade estima a eliminação entre 5% e 10% dos empregos nas transportadoras se for confirmado o fim do benefício da desoneração.

 

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