Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017

Arrecadação tímida e aumento de gastos assombram o governo de MT | Caldeirão Político

Mato Grosso

Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 08h:58

CRISE EM MT

Arrecadação tímida e aumento de gastos assombram o governo de MT

Jô Navarro

Gcom/MT

Neste mês de outubro o Governo de Mato Grosso enfrenta dificuldade para quitar a folha de pagamento do funcionalismo e acabou escalonando os pagamentos. As folhas das Secretarias de Educação, Saúde e Segurança soma R$ 215,202 milhões. Do total da folha de setembro, R$ 300,33 milhões correspondem ao pessoal da ativa. Outros R$ 161,20 milhões são dos aposentados e pensionistas e R$ 9,35 milhões dos servidores das autarquias.

MT precisa da PEC do Teto de Gastos para conter despesas. Esta é a conclusão diante dos dados que apontam que a receita aumentou apenas 3,7% este ano, enquanto a despesa total aumentou 14,6%.

Trocando em miúdos, o Estado gasta mais do que ganha. Para o secretário da Sefaz, Gustavo de Oliveira, a culpa é da crise econômica nacional que está demorando mais que o esperado para passar. A aprovação da PEC do Teto de Gastos, que limita o aumento de gastos de todos os Poderes, permitirá que a União alongue o prazo para pagamento das dívidas e reduza os juros. 

A receita de ICMS, responsável por 80% da arrecadação tributária do Estado, está 5,2% menor que o previsto na LOA 2017.

As transferências da União para Mato Grosso cairam 10%. Comparando com o mesmo período em 2016, a queda foi de quase R$ 300 milhões.

Os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) caíram 5,5% e do Fundeb a queda foi de 8,1% .

Dentro das transferências provenientes de convênios com órgãos federais e que atingem principalmente as áreas de educação e saúde, a frustração nos repasses ao Estado chegou a 72,1%, de janeiro a agosto de 2017. No período, o governo federal repassou R$ 19,5 milhões, enquanto a previsão era de R$ 70 milhões. Nesse caso, a queda sobre 2016 ficou em 46,9%.

(Com informações da Sefaz-MT)

 

 

 

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