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Mato Grosso

Segunda-Feira, 27 de Agosto de 2018, 14h:57

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Ameaça de morte contra Selma Arruda foi combinada e resultou em grampo de Silval, confessa cabo Gerson

Redação

Réu em ação penal que apura o esquema da "Grampolândia Pantaneira", cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, está depondo nesta tarde (27) perante o juiz Murilo de Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Miitar.

Em seu último depoimento há um mês ele surpreendeu a todos ao confessar sua participação e a responsabilidade de Paulo Taques, ex-secretário no governo do primo Pedro Taques, que teria entregado a ele R$ 50 mil para a compra do equipamento necessário para operar o sistema de escutas ilegais.

Hoje ele afirmou que operações envolvendo a ex-primeira-dama de Mato Grosso e ex-secretária da Setas, Roseli Barbosa, tiveram "vícios". Quando foi deflagrada a operação Ouro de Tolo, Roseli Barbosa estava em São Paulo. O cabo afirma que "Antes mesmo de iniciar a investigação, nossa equipe já havia identificado que Roseli Barbosa estava em São Paulo" e agentes do Gaeco viajaram para São Paulo antes mesmo da decisão judicial. Isso por que ela estava sendo "monitorada" antes da decisão judicial.

O cabo apontou vícios também nas operações Ventríloquo, Imperador e Metástase, deflagradas pelo Gaeco, que desarticularam esquemas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). "Da mesma forma que a Justiça diz que nosso processo aqui hoje é por ilícitos cometidos, é uma prática corriqueira em grampos em Mato Grosso o que estou dizendo".

Arquivo

José Riva depondo

José Riva em depoimento a Selma Arruda em março de 2017

O depoente disse que em 2015 a então juíza Selma Arruda foi pessoalmente até o Gaeco para falar que era alvo de ameaça de morte e que o promotor Marco Aurélio a encaminhou para ele, que tomou seu depoimento. Selma Arruda alegou que José Riva, ex-presidente da ALMT, sabia detalhes de sua rotina. Depois disso o próprio cabo apresentou uma denúncia anônima para justificar a investigação. Eles aproveitaram para incluir os telefones de Silval Barbosa, Filadelfo da Silva e Antonio Barbosa.

"Falei ao doutor Marcos que o crime de ameaça não gerava interceptação. Então, simularam o crime de organização para poder grampear. Eu formulei a denúncia anônima. Foi combinado com Selma para se declarar impedida para julgar o caso que envolvia a ameaça e repassado ao substituto", Ele ainda reforçou: "não tinha nenhum fundamento que contra Silval e outros", frisou.

"Essa operação da ameaça foi para investigar pessoas e, não fatos, isso é fato. Agora se queria depois disso instaurar um novo procedimento eu não sei informar, esta operação já nasceu morta porque o objeto não iria ser encontrado desta forma, porque foram investigadas pessoas e não fatos", acrescentou.

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4 COMENTÁRIOS:

O povo tá preocupado em... tão tentando a todo custo queimar a Dr.
enviado por: Carlos Felipe em 28/08/2018 às 14:33:22
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Com certeza alguém combina pra ser ameaçado
enviado por: Gabriel em 28/08/2018 às 14:15:02
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Então alguém pede pra ser ameaçada? É isso mesmo que você querem dizer?
enviado por: Joãozin em 28/08/2018 às 14:13:38
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Isso é peixe grande mexendo os pauzinhos por trás pra queimar a Selma..
enviado por: Fernanda em 28/08/2018 às 14:06:02
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