Sexta-Feira, 19 de Outubro de 2018

Mato Grosso

Domingo, 10 de Junho de 2018, 10h:59

ELEIÇÕES 2018

A briga pelo Senado define o jogo para o governo de MT?

Cícero Henrique

Reprodução

Senado Federal

As pesquisas não esgotam o assunto, ou seja, não é a fotocópia do boletim da urna, com o resultado final, consolidado. Ela mostra exatamente o contrário: que a disputa está aberta.

Somando tudo, temos uma disputa indefinida. Em andamento, ela passará por processos de tensão natural, afunilamentos e, a partir de agosto, um ‘corredor polonês’: a campanha oficial, com os candidatos definitivos, porque já então terão deixado de ser pré-candidatos, o que são hoje. Pré-candidatos de um jogo em andamento.

A aflição dos militantes e de eleitores costuma fazer crer que uma eleição só precisa de pesquisa, não depende do desempenho das equipes de campanha. Se hoje um nome está em evidência, amanhã poderá não estar não exatamente porque a pesquisa errou, mas porque os fatos mudaram, alguém trabalhou mais e melhor, uma desvantagem foi vencida.

Desde que Wellington Fagundes (PR) foi lançado pré-candidato, as cobranças sobre ele, por exemplo, são frequentes. Ele vai conseguir manter o apoio de tantos partidos, mais de 10, ao seu lado? 

Mauro Mendes (DEM) saberá superar as barreiras dentro do partido para se firmar no pleito? Vai sair das cordas, onde está desde que se consolidou uma dissidência? Conseguirá o apoio do PP, para formar chapa competitiva?

E o governador Pedro Taques (PSDB), terá habilidade suficiente para manter unida uma base aliada ampla e heterogênea? Ou será atropelado pela reorganização dos agrupamentos de poder no Estado? Arranjará discurso e força suficiente para não sucumbir ao desgaste pelo governo de poder do grupo que representa?

E têm ainda o PT, PDT, MDB e o Psol no jogo. Partidos menores, em maior desvantagem no momento, porém vivos e jogando. Jogando pra ganhar. PT que tem Lula. Psol que tem Guilherme Boulos. 

E por que seria diferente? E por que negligenciar a força de ambos, ainda mais se considerarmos que a disputa pode ter segundo turno, quando outras alianças serão feitas, quando, é possível dizer, uma outra eleição será disputada? Nada está perdido. Nada pode ser desconsiderado.

Com tudo isso em foco, é possível dizer que a eleição traz um elemento extra como bagagem adicional na tradicional disputa pelo poder no Estado. Se antes a eleição para governador era determinante para os candidatos ao Senado, desta vez a eleição para senador será crucial para o embate pelo governo.

Neste momento, a eleição em Mato Grosso é tratada como um plebiscito principalmente para o Senado Federal. E a montagem da chapa majoritária do governo é estratégica para se medir o tamanho da força aliada e, por extensão, o da oposição. Pedro Taques governador, Nilson Leitão ao Senado significa, talvez, que PSD, DEM, PP ou PTB sobrem (ainda tem a vice), e que, sobrando, busquem espaço ao lado de Wellington Fagundes.

 

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