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Mato Grosso

Segunda-Feira, 06 de Maio de 2019, 08h:46

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

7ª Vara Criminal vai investigar Pedro Taques no caso da Grampolândia Pantaneira

Cícero Henrique

Reprodução

Pedro Taques

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, arquivou a denúncia apresentada por Pedro Taques, ex-governador de Mato Grosso, contra o promotor de Justiça Mauro Zaque.

Na denúncia, Taques acusou Zaque de ser responsável por fraude no protocolo da Casa Civil em 2017, para ocultar do governador informações sobre escutas ilegais operadas pela cúpula da Polícia Militar (PM), que ficaram conhecidas como 'Grampolândia Pantaneira'. O documento subtraído do protocolo, assinado por Mauro Zaque, então secretário de Segurança Pública, informava o governador sobre as escutas ilegais. À época, Pedro Taques alegou não ter sido informado da denúncia.

Na decisão datada de 3 de maio o desembargador conclui que Mauro Zaque não teve participação na fraude do protocolo e ainda determina que a 7ª Vara Criminal de Cuiabá investigue Pedro Taques no inquérito por fraude no protocolo, constituição de organização criminosa e obstrução de Justiça para apurar denunciação caluniosa.

Foi apurado que a fraude ocorreu por meio da senha de um servidor da Casa Civil, que susbstituiu o documento de Zaque por outro da Sinfra.

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Inquéritos
Inquéritos que apuram a “Grampolândia Pantaneira” tramitam na 7ª Vara Criminal e na Justiça Militar.

O desembargador Orlando Perri inquéritos que envolvem promotores de Justiça e magistrados.

O esquema de grampos clandestinos funcionou entre 2014 e 2015 e era operado pela Polícia Militar em Mato Grosso, segundo consta na investigação policial. O esquema foi denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário de Estado de Justiça.

Foram alvos dos grampos políticos, advogados, médicos, jornalistas e até membros do Judiciário. Os telefones foram incluídos em uma investigação sobre tráfico de drogas que teria o envolvimento de policiais militares. O grampo ocorreu, assim, na modalidade conhecida como 'barriga de aluguel'.

 

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