Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019

Malagueta

Domingo, 10 de Novembro de 2019, 06h:55

A POLARIZAÇÃO HOJE É A MESMA

TRINTA ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

Redação

Reprodução / Wikimedia Commons

Foto revela área conhecida como “Faixa da Morte”.

O muro de Berlim símbolo da guerra fria, foi destruido em um momento de promessa de diálogo e unificação, Trinta anos depois, em meio a polarização política, o Brasil pode tirar lições da história.

Na realidade, o muro não era apenas um muro, mas uma linha de 140 quilômetros composta por (em ordem, do leste para o oeste) uma barreira de concreto com 3,6 metros de altura, fossos de 3,5 metros de profundidade para impedir progresso de veículos, mil e quatrocentos soldados, 260 cães de guarda, 20 bunkers, uma cerca de arame farpado, sistema de alarme, estacas de aço (chamadas de “carpete de Stalin”), outro muro de concreto coberto com cerca elétrica, 302 torres de vigia e um caminho pavimentado para veículos de guarda. Nem todos os elementos estavam lá em 1961, quando o bloqueio foi construído, mas foram sendo gradualmente implementados ao longo dos anos.

Cem metros dividiam uma margem a outra do limite entre a Alemanha Ocidental, chamada de República Federativa Alemã, e a Alemanha Oriental, conhecida como República Democrática Alemã (DDR, Deutsche Demokratische Republik), que não era uma república, nem democrática e tampouco alemã. Em seus anos de vigência, mais de 8.500 pessoas atravessaram do leste para oeste e pelo menos 140 morreram tentando, segundo o Memorial do Muro de Berlim. Ainda segundo a instituição alemã, os soldados, que tinham ordens de atirar para matar, reduziram o número de fugas em 75%, isto é, 2.300 incidentes por ano, e mudou Berlim de um dos pontos mais fáceis de se atravessar a fronteira para um dos mais difíceis.

A lição que temos ter, a polarização que vemos hoje é incomparável à da guerra fria.

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