Quarta-Feira, 20 de Junho de 2018

Malagueta

Quinta-Feira, 07 de Junho de 2018, 14h:02

DESCONFIANÇA

SÓ 7% DOS BRASILEIROS CONFIAM NOS OUTROS

Marcio Kameoka

Reprodução

Desconfiança

Você considera as pessoas ao seu redor confiáveis? Você confia na maioria das pessoas na maior parte do tempo? Se respondeu “não”, você faz parte da ampla maioria dos brasileiros e isso apresenta desafios específicos para nossa democracia, pois os níveis de confiança de uma sociedade são uma espécie de óleo lubrificante do bom funcionamento das instituições formais e informais. Nesta quarta-feira (6), o Brasil ganhou uma nova fonte de dados sobre o tema, com a divulgação dos dados da primeira aplicação, em Curitiba, do Índice de Democracia Local, uma ferramenta desenvolvida pelo Instituto Atuação com o propósito de gerar informações para orientar políticas e melhorar a qualidade da vida democrática a partir das cidades.

“Essa nota agrega uma pontuação máxima para aqueles que dizem que confiam na maioria das pessoas e uma pontuação parcial para aqueles que dizem que confiam apenas na família e em amigos”, explica Jamil Assis, gestor do projeto Cidade Modelo, do Instituto Atuação, responsável pelo Índice. “Curitiba, comparada ao Brasil inteiro, tende a ser mais homogênea e vários estudos apontam que isso gera níveis de confiança maiores”, afirma. 

De acordo com os dados, 15% das pessoas consideram confiável a maioria das outras – o dobro da média nacional –, 37% acham que apenas pessoas da família e amigos são confiáveis e 46% respondem que a maioria das pessoas não é confiável. Nos resultados do Índice, isso dá uma pontuação de 34,7, entre 0 e 100, no quesito confiança interpessoal. 

A família e amigos são confiáveis e 46% respondem que a maioria das pessoas não é confiável. Nos resultados do Índice, isso dá uma pontuação de 34,7, entre 0 e 100, no quesito confiança interpessoal. 

Além dos baixos índices de confiança, segundo a pesquisa, mais de 90% dos moradores da cidade nunca participam de eventos ou reuniões promovidas por clubes sociais, associações esportivas, de bairro ou profissionais, nem de grupos de arte, ONGs ou grupos de autoajuda, e 87% nunca participam de encontros promovidos por entidades de caridade. O cenário só melhora um pouco quando se consideram os grupos religiosos: 10% dos moradores sempre frequentam esse tipo de reunião, 10% com frequência e 7% “às vezes”, mas 67% responderam que nunca participam de reuniões religiosas.

 

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