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Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018, 07h:55

CONGRESSO NACIONAL

Partidos e caciques travam guerra pelo comando da Câmara e do Senado

Redação

Reprodução

Senado Federal

Na noite da última quarta-feira, sentado na principal cadeira do plenário do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) protagonizou uma rápida discussão com Lasier Martins (PSD-RS) para abrir as votações na Presidência da Casa. O cearense ganhou a batalha pela urgência do projeto que prevê o fim do segredo dos votos dos parlamentares, despachando o texto para as comissões. Por detrás da tensa tertúlia, estava a guerra de blefes estridentes pelo comando do Congresso e contou com um beneficiado direto: o emedebista Renan Calheiros (AL). Pré-candidato na disputa, o alagoano tenta ganhar apoios de políticos que se afastariam do cacique em uma sessão aberta.

O movimento pelo comando da Casa não foi o único de uma semana repleta de episódios mais agressivos e até certo ponto confusos mesmo para observadores mais experientes. Naquela mesma noite do debate entre Eunício e Lasier, um grupo de sete senadores independentes se reuniu na casa de Kátia Abreu (PDT-TO). Há duas semanas, 15 parlamentares iniciaram um movimento para isolar Renan a partir de uma candidatura alternativa. Os avanços das conversas, entretanto, esbarraram na relutância de políticos, como a própria Kátia, em abandonar o emedebista. A eleição do Senado e da Câmara está marcada para o primeiro dia de fevereiro do próximo ano.

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