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Terça-Feira, 12 de Março de 2019, 05h:14

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Líder do PSL diz que não há nome oficial para CCJ

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO), disse que ainda não há indicado oficial à presidência da Comissão de Constituição e Justiça.

Redação

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO)

 Na semana passada, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselman (PSL-SP), havia dito que o indicado seria o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) e a vice seria a deputada Bia Kicis (PSL-DF).

Waldir disse que o colegiado será instalado nesta quarta-feira (13) e que o nome do candidato oficial só será divulgado nessa data. “A indicação do presidente da CCJ e das demais comissões é do líder do PSL. Em respeito aos 55 deputados, como há pré-candidatos, vamos apontar apenas na data que a comissão for instalada”, disse.
Sobre a candidatura de Felipe Francischini, Waldir disse que há um “diálogo” para que ele seja o indicado.

“Ele [Francischini] é um dos nomes apontados, como temos outros 3 parlamentares cotados. O líder do PSL não vai se precipitar neste nome. Há um diálogo para que seja o deputado Felipe, mas temos de respeitar os 55 parlamentares e todos eles têm o direito de ser presidente da CCJ”, disse.

Waldir falou que não quer correr o risco de ter uma candidatura avulsa vitoriosa. “Temos 55 parlamentares no PSL e seria prematuro dizer que ele [Francischini] é presidente. Porque vem no dia e tem uma candidatura avulsa que pode ser vitoriosa. E como fica a fala do líder do PSL?”, questionou.

Segundo escalão e emendas
Delegado Waldir rejeitou ainda que o governo Bolsonaro tenha recorrido às indicações políticas e à liberação de emendas para formar a base necessária à aprovação da reforma da Previdência (308 votos em dois turnos). “Não há toma lá, dá cá”, disse.

Ele defendeu que os partidos que tenham bons quadros para assumir o segundo escalão da esplanada podem indicar os nomes, que passarão pelo crivo do Executivo. As emendas orçamentárias, segundo Waldir, fazem parte da atividade parlamentar.

“O presidente da República já foi muito claro: o primeiro escalão foi trazido por ele com nomes técnicos e políticos – militares ou não. Agora o segundo e terceiro escalão podem ser preenchidos por indicações, mas tem de ter ficha limpa, não podemos criminalizar a política. O parlamento quer ajudar a governar, temos de compor o governo e é assim em todo o lugar”, disse.

Líder do PRB, o deputado Jhonatan de Jesus (RR) disse que a base ainda não está consolidada para enfrentar votações complexas e destacou a importância da liberação de emendas orçamentárias para essa negociação.

“Nós precisamos que o Parlamento tenha voz junto ao governo e que o governo tenha voz junto ao Parlamento. Não é toma lá, dá cá. É a necessidade que temos de entregar obras nos estados e entregar aquilo que todos os governos fizeram com o Parlamento”, disse.

O deputado disse que o partido não aderiu à base governista que, hoje, está restrita ao PSL. “Não há maioria. O governo não pode contar com os votos do PRB, hoje somos independentes. Eles só têm 55 votos que hoje são os deputados do PSL”, disse.

O deputado disse que o diálogo com o governo de Bolsonaro ainda está na fase inicial. “Ninguém foi pedir cargo ao governo, ele que está iniciando a negociação com os partidos. E a partir daí, vamos ver o que está sendo oferecido e como está sendo oferecido”, disse.

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