Domingo, 22 de Setembro de 2019

Nacional
Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 11h:57

ABERTURA DA CAIXA PRETA

Kajuru diz que CPI do Esporte vai vasculhar CBF e outras entidades esportivas

Redação

Reprodução

Senador Jorge Kajuru

O senador Jorge Kajuru e outros senadores articularam a criação da CPI do Esporte — que, na sua aprovação, contou com a assinatura de 50 senadores (precisava de 27; Renan Calheiros, ex-presidente da casa, disse para o político de Goiás que se trata da CPI com mais aprovação no Senado). Os senadores que estão na linha de frente da comissão são Álvaro Dias, Romário, Leila do Vôlei e Kajuru.

“Nós vamos fazer um roteiro de trabalho, com o objetivo de estabelecer se a investigação começa pela CBF, federações, confederações ou Comitê Olímpico. Nós, senadores, sabemos que, no momento, a prioridade é a aprovação da Reforma da Previdência. Portanto, a CPI do Esporte virá em seguida”, afirma Kajuru.

Há um mundo de irregularidades na área esportiva. Trata-se de um submundo, de uma máfia — o que não quer dizer, evidentemente, que não há pessoas sérias na área. Vamos investigar, por exemplo, a história de que há presidentes de federações que recebem 100 mil reais em suas contas bancárias particulares. Fala-se, até, em envolvimento de um magistrado — o que vamos checar”, anota Kajuru.

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) arrecada muito, sabe-se, mas não dá nenhuma satisfação a respeito. Recebi recados de que a nova gestão da CBF é decente. Se é, deveria aderir às regras de transparência e tornar público o que é, de fato, a CBF. Se a Confederação mudou, com a nova cúpula — e é preciso saber se é realmente “nova” —, deveria aceitar a transformação da Seleção Brasileira de Futebol num patrimônio cultural do país. Por que a CBF deve ser privada? O mais apropriado, até por ser um patrimônio dos brasileiros, embora transformada em patrimônio de grupos praticamente monárquicos, é que a legalidade de suas contas seja verificada pelo Tribunal de Contas da União. Os ‘novos’ dirigentes falam em transparência, que tudo mudou ou está mudando, mas não é o que se está vendo no momento. Pode-se dizer que, na CBF, só mudou a coleira e os cachorros continuam os mesmos? É o que a CPI vai verificar”, afirma Kajuru.

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