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Nacional
Sexta-Feira, 09 de Março de 2018, 07h:02

CONGRESSO NACIONAL

Deputado gasta R$ 276 mil com aluguel de aviões. E quem paga é você!

Lucio Vaz

Reprodução

Deputados e senadores toram dinheiro público

 O senador Vicentinho Alves (PR-TO) utiliza avião de sua propriedade para viagens no interior do estado e também para o deslocamento até Brasília. Mas quem paga a conta do combustível é o contribuinte, inclusive para ele se dirigir ao local de trabalho. O deputado Giacobo (PR-PR) pagou R$ 25 mil por um voo fretado no trajeto Curitiba/Brasília/Curitiba, quando um voo de carreira custaria cerca de R$ 1 mil. Esses são alguns exemplos dos fretamentos de aeronaves de senadores e deputados pagos com recursos públicos. Câmara e Senado gastaram R$ 3,5 milhões com essa despesa no ano passado.

No mesmo mês, em fevereiro do ano passado, Giacobo também fez o trajeto Foz do Iguaçu/Cascavel/Brasília em voo fretado, ao custo de R$ 39 mil. Em avião de carreira, o trajeto Foz do Iguaçu/Brasília ficaria em torno de R$ 1 mil. Procurado, o deputado não quis explicar o motivo desses fretamentos. Limitou-se a afirmar: “nas datas citadas, utilizei, rigorosamente, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar nos estritos limites estabelecidos pelo Ato da Mesa 43/2009”.

Primeiro-secretário da Câmara, o deputado é o responsável pelos serviços administrativos da Casa. Ele ganhou notoriedade no ano passado ao notificar o presidente Michel Temer sobre as denúncias de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça feitas pelo Ministério Público Federal.

Os maiores gastos com aluguel de aviões no ano passado foram feitos pelo deputado Átila Lins (PSD-MA), um total de R$ 276 mil – mais da metade da sua cota para o exercício do mandato, o “cotão”. A viagem mais cara foi no trajeto Manaus/Apuí/Lábrea/Manaus, no valor de R$ 28 mil. Giacobo ficou em segundo lugar na Câmara nos gastos com fretamento: R$ 211 mil – 46% do seu “cotão”.

Francisco Chapadinha (PODE-PA) gastou R$ 163 mil com viagens pelo interior do Pará. Numa delas, foram R$ 6 mil para se deslocar de Santarém até Monte Alegre, numa distância de 100 quilômetros. A cidade visitada fica no outro lado do Rio Amazonas.

Os gastos de 66 deputados com fretamento de aeronaves somaram R$ 2,84 milhões. A reportagem apurou os dados da Câmara com a utilização do sistema de buscas e filtros do site OPS – Operação Política Supervisionada, uma ONG que faz a fiscalização dos gastos dos parlamentares. O site acessa diretamente os dados das páginas das Casas Legislativas na internet.

1 COMENTÁRIO:

Cadê o Ministério Público?
enviado por: alcides pereira fernandes em 12/03/2018 às 09:20:08
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