Domingo, 26 de Maio de 2019

Nacional
Segunda-Feira, 13 de Maio de 2019, 16h:28

SENADO FEDERAL

A volta do “efeito Tiririca”

Redação

Reprodução

Senado Federal

Aprovada pela Emenda Constitucional nº 97, em 2017, o fim das coligações nas eleições proporcionais pode estar com os dias contados. Uma PEC, de autoria do senador Ângelo Coronel, do PSD da Bahia, com o apoio de 29 senadores, já está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Ao proibir as coligações nas eleições proporcionais o objetivo pretendia-se evitar o “Efeito Tiririca”, ou seja, quando um candidato com votação expressiva ajuda a eleger outros candidatos do grupo de partidos coligados que obtêm poucos votos.

Como destaca a Agência Senado, na prática, parlamentares de legendas diferentes, com votação reduzida, acaba eleito devido ao desempenho do chamado “puxador de votos”.

Tiririca, do PR de São Paulo, foi reeleito em 2014 com mais de 1 milhão de votos, “puxou” mais cinco candidatos para a Câmara.

Pela Emenda Constitucional nº 97, a partir das próximas eleições, no ano que vem, partidos só podem se coligar para as disputas por prefeituras, governos dos estados, Senado e Presidência da República (eleições majoritárias).

Dois partidos

Segundo Ângelo Coronel, a nova lei faz com que as eleições nos municípios fiquem limitadas a dois partidos: o do prefeito e o da oposição, prejudicando o pluralismo político.

— A próxima eleição, de 2020, em que deve vigorar a vedação, nos revela que os partidos não estão prontos para uma mudança dessa radicalidade em pleitos municipais, em que um grande número de partidos seria gravemente afetado nas suas representações locais. É nítido que a mudança apenas fortalece os grandes partidos, argumentou o senador baiano.

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