Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018

Mato Grosso
Sábado, 12 de Maio de 2018, 11h:15

CORRUPÇÃO POLÍTICA

O imponderável se chama Operação Bereré

Cícero Henrique

Esporte e Notícias

Cinco deputados, entre eles Wilson Santos, passam a ser investigados na Operação Bereré

É muito difícil desenhar o quadro político de Mato Grosso. Há um fator imponderável que pode, a qualquer momento, mudar a ordem dos fatores, desmanchar alianças, enviar políticos para o limbo ou para a cadeia. O imponderável tem nome. Chama-se Operação Bereré. Tem mentor. Chama-se desembargador José Zuquim Nogueira , mas também pode se chamar Gaeco, empenhados em pôr na prisão todos os políticos corruptos, seus sócios empresários, executivos envolvidos em falcatruas no Detran e na iniciativa privada. Vão faltar celas para tanta gente. Toda vez que eles se movimentam com sucesso, muda o quadro político.

O desembargador José Zumquim Nogueira deu ordem para que o sistema penitenciário não aceite nenhuma de tipo soltura por parte do Legislativo de Mato Grosso. Ou seja, abriu-se o confronto entre os dois poderes.

O magistrado ainda disse que caso os deputados desrespeitem a decisão, podem prender mais deputados.

Os deputados estaduais na sua grande maioria estão tensos e preocupados por que novas operações e delações podem incluir mais nomes, com isso é certa mais prisões.

A corrupção no Detran é o espetáculo emblemático de quadro horrível de pessoas e políticos que estão envolvidos. 

Muitos desses políticos envolvidos e presos parecem viver em realidade paralela. Repete-se a mesmice. Ou pior, anda-se para trás.

 

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