Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019

Mato Grosso
Terça-Feira, 22 de Janeiro de 2019, 19h:55

SERVIDORES RESISTEM

Mendes teme a chegada de 14 novos deputados e pressiona ALMT para votar pacote

Servidores continuam ocupando o plenário e deputados dizem que sessão será realizada hoje "de qualquer jeito"

Jô Navarro

Reprodução

Servidores ocupam ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recorreu à Justiça e obteve liminar do juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara Especializa da Fazenda Pública de Cuiabá, para retirar os servidores que estão ocupando o plenário e o saguão desde a manhã desta terça-feira (22). No entanto, não foi autorizado o uso de força policial. O magistrado determinou multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento, até o montante de R$ 1 milhão.

O clima é tenso e o presidente da Casa, Eduardo Botelho (DEM), tenta negociar com os manifestantes para que eles deixem o plenário pacificamente.

Botelho falou com o secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho para sobre a possibilidade de adiar a votação dos projetos do governo, mas ele não concordou.

"Estamos conversando. Vou levar isso aos deputados. A maioria vai decidir", afirmou Botelho.

O pacote de medidas visa o corte de gastos e o equilíbrio das contas públicas. Dois pontos colocaram os servidores em guerra com o Executivo: a mudança nas regras para pagamento da RGA e a extinção de seis empresasdo Estado, entre elas a Desenvolve MT, MTI e Empaer.

Os servidores tentam impedir a votação de projetos, enviados pelo Poder Executivo, que exingue órgãos públicos e impede a concessão de benefícios à carreira no serviço público.

Apesar da liminar, os servidores continuam no plenário e a sessão que deveria ter inciado às 17h ainda não começou.

Representantes do Fórum Sindical reuniram-se com Eduardo Botelho e pediram que ele retire de pauta os projetos que tratam da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores, do MT Prev e o que institui uma Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.

Caso o presidente da AL não concorde, os sindicalistas dizem que manterão a ocupação.

Parlamentares ouvidos pela reportagem apontam que a votação poderá ser realizada em local alternativo, já que o governo Mauro Mendes insiste da aprovação das medidas até o dia 30. Mendes teme que a chegada de 14 novos deputados dificulte a aprovação.

Os sindicalistas propõem que as matérias apresentadas pelo governo sejam votadas somente após o início da próxima legislatura, em fevereiro, pelos deputados reeleitos e pelos que foram eleitos para o primeiro mandato.

De qualquer forma, os representantes classistas já articulam greve unificada de todos os segmentos dos servidores públicos do Poder Executivo para o início do mês que vem.

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