Sábado, 24 de Agosto de 2019

Mato Grosso
Quarta-Feira, 06 de Fevereiro de 2019, 13h:08

ENTREVISTA

Faissal fala sobre RGA, taxação do Agronegócio, duodécimo, redução de salários e governo MM

O deputado estadual Faissal Jorge Calil Filho (PV) se autodeclara um “estadista, mas não governista".

Cícero Henrique

Cícero Henrique / Caldeirão Político

Deputado estadual Faissal Jorge Calil Filho (PV-MT)

Em entrevista para o Caldeirão Político o parlamentar afirmou que se posicionará "contra os planos e políticas de governo que irão prejudicar Mato Grosso'.

Ex-vereador por Cuiabá e advogado, o deputado Faissal diz que a situação financeira de Mato Grosso é séria e defendeu a elaboração de um plano de ação para reduzir os duodécimos da Assembleia Legislativa e demais Poderes.

Chamou a atenção para a importância do Judiciário, que precisa estar presente em todos os municípios e defendeu que este Poder “faz jus a um duodécimo maior”.

Eu sou do grupo da austeridade

Sobre a reforma proposta pelo governo de Mauro Mendes, aprovada em janeiro pela Assembleia Legislativa, classificou de 'corajosa'.

O Caldeirão Político questionou-o sobre a redução de salários dos servidores, tema que o STF julgará no próximo dia 27 de fevereiro. "Precisa dar uma reduzida mesmo. Precisamos acabar com os supersalários, ter muito cuidado na hora de editar, sancionar e promulgar PCCS de servidores. Há casos de gente que entra ganhando três mil e está ganhando 18 seis anos depois, entrou ganhando seis mil e está ganhando dezoito, por causa do PCCS. Eu sou do grupo da austeridade".

Agronegócio


Questionado pela reportagem, o deputado defendeu a "verticalização, incentivar para que a matéria prima seja beneficiada aqui no Mato Grosso, gerando mais emprego, fomentando mais a economia'.

Faissal citou a produção de algodão, pujante no estado, mas que é enviada para os centros têxteis em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. "Depois a gente vai lá em Goiânia de carro, participar dos feirões e comprar roupas para vender aqui em Mato Grosso".

Acerca da taxação do Agronegócio em Mato Grosso, o parlamentar defendeu que seja "algo temporário, incentivando o mercado interno, e não deixar de taxar o que é exportado".

"O problema todo está na Lei Kandir. Isso é algo a ser debatido com nossos deputados federais". Faissal destacou que Mato Grosso deixou de arrecadar R$ 7 bilhões para receber o Fex de R$ 400 milhões da União, voluntariamente".

O Fex de 2018 sequer foi pago e não há garantia de recebê-lo este ano.

Gestão Mauro Mendes

Faissal Calil lembrou que foi vereador durante gestão de Mauro Mendes na prefeitura de Cuiabá. "Sei da capacidade dele de gerir, de administrar. Nós acertamos em escolher Mauro Mendes como governador. Claro que todo início é um pouco conturbado. Tão logo ele tome a rédea, vai fazer uma boa gestão. Estou bastante otimista, vamos sofrer um pouco no começo, mas tenho certeza que daqui a seis meses o funcionalismo estará recebendo em dia, sem escalonamento".

Depois temos que ver a questão da RGA também, lembrou o deputado Faissal, defendendo que, se houver necessidade de não pagar a RGA, que seja para todos os Poderes, não apenas para os servidores do Executivo. “Pagar a RGA para o legislativo e Judiciário e não pagar para os servidores do Executivo é um desrespeito’, acrescentou.

"Eu mesmo, como servidor do Judiciário, sou a favor que congele tudo e acerte com o servidor do Executivo que está para trás", argumentou.

Apoio ao governo

"Quero sim dar um suporte para o governo neste início de mandato, mas deixando sempre muito bem claro que aquilo que for afetar o estado de Mato Grosso, eu sou contra", concluiu.

1 COMENTÁRIO:

Se ele acha que 18 mil é um super salário, manda ele dar uma olhada na conta dele pra ele ver que yo recebe NO TOTAL por mês!! As pessoas prestam concurso justamente pelo plano de carreira e é por isso que é muito disputado um concurso, para entrar no cargo pessoas ótimas. É um retrocesso total.
enviado por: Thiago em 06/02/2019 às 14:57:01
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