Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020

Mato Grosso
Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 13h:13

GCCO

Escrivão enfrenta PAD por "engavetar" inquérito de deputado por quase 6 anos

Mikhail Favalessa do RDNews

Reprodução

Deputado estadual Faissal Calil Jorge Filho

A Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil (PJC) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o escrivão Rubens Gomes Aldave por ter deixado paralisado por quase seis anos um inquérito em relação ao deputado estadual Faissal Calil Jorge Filho (PV). A PJC não informou a data da instauração do PAD.

O parlamentar é investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) por corrupção passiva na época em que era servidor do Tribunal de Justiça. Em uma ação movida pelo advogado Edmundo da Silva Taques Júnior contra a empresária Elizeth Alves da Cruz, acusada de aplicar golpes em idosos em Cuiabá, Faissal teria pedido uma espécie de propina para que o processo fosse julgado favorável a ela.

O inquérito foi instaurado em 26 de janeiro de 2013 e encaminhado à GCCO em 25 de março daquele ano para cumprimento de diligências. Entre aquela data e 13 de fevereiro de 2019 não teriam sido cumpridas as diligências pedidas pelo MPE e determinadas pela Justiça.

A pedido do Ministério Público Estadual (MPE), em 10 de julho, o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que a corregedoria apurasse a demora no inquérito e tomasse “as providências disciplinares necessárias a apurar os fatos perpetrados por servidor público, seja agente, policial ou delegado, que levaram a paralisação injustificada”.

“Acresça-se que a certidão de lavra do escrivão de polícia Rubens Gomes Aldave informou que, em face da “transição da chefia imediata” e “ao organizar os arquivos e caixas de inquéritos policiais findos e andamento presidido por delegados de polícia anteriores”, deparou-se com o presente inquérito que se encontrava com prazo regulamentar exaurido”, registrou o juiz em julho.

Já em 17 de outubro, passado o prazo de 90 dias, o magistrado detectou não haviam sido tomadas quaisquer providências disciplinares e determinou que o processo fosse remetido à PJC. O inquérito que investiga Faissal foi encaminhado novamente à GCCO naquela data.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado Faissal. Ela informou que ele se posicionaria, na quinta (5), por meio de nota. Até o fechamento desta edição não houve resposta.

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