Quarta-Feira, 18 de Julho de 2018

Mato Grosso
Segunda-Feira, 14 de Maio de 2018, 08h:53

OPERAÇÃO BÔNUS

Eduardo Botelho é ouvido pelo Gaeco; ALMT recorre para votar soltura de Savi

Todos os membros da Mesa Diretora da ALMT são investigados em inquéritos de improbidade.

Jô Navarro

ALMT

Eduardo Botelho, citado por investigados na Operação Bereré e Bônus, entre eles o empresário Roque Anildo Reinheimer, sócio-proprietário da Santos Capacitação de Pessoal e Treinamento, vai depor hoje (14) para o Gaeco.

O nome do presidente da ALMT aparece em diversos documentos apreendidos nas operações que desmantelaram esquema milionário de fraudes no Detran-MT.

A tendência é o agravamento das acusações contra Botelho e uma medida restritiva não está descartada.

O deputado Mauro Savi foi preso na operação Bônus na semana passada e a Justiça proibiu a ALMT de votar pela soltura. Um parecer da Procuradoria da Casa defendeu a votação, mas o desembargador José Zuquim acolheu entendimento do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO/Criminal) e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), de que os deputados estaduais não possuem as mesmas prerrogativas de deputados federais e senadores.

A Procuradoria da Assembleia Legislativa (AL) entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça (TJ) para derrubar a decisão. O MS foi distribuído para o desembargador Juvenal Pereira.

Caso a Assembleia seja autorizada a realizar a votação, a sessão não será presidida por Botelho, também investigado no esquema do Detran-MT. Caberá ao vice-presidente Gilmar Fabris conduzir a votação. A ironia é que Fabris foi preso no ano passado na operação Malebolge, desdobramento da Ararath, acusado de tentar obstruir a justiça. Passou 30 dias preso e foi solto por uma Resolução da AL.

Todos os membros da Mesa Diretora da ALMT são investigados em inquéritos de improbidade.

Leia mais: Lado criminoso da família Taques deu continuidade a esquema de propinas no Detran-MT

(14:50h) - Eduardo Botelho depôs durante três horas e negou ter recebido propina do esquema no Detran-MT investigado na Operação Bereré. Ele negou que a empresa Santos Treinamento, ligada à EIG Mercados, seja de fachada e alegou ter entrado apenas como investidor. “Eu não tinha gerência, eu entrei apenas como investidor”, afirmou.

Segundo o MPE, o deputado Botelho é beneficiário de pelo menos R$ 3,4 milhões do esquema de propina no Detran. 

 

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