Sábado, 19 de Outubro de 2019

Mato Grosso
Quarta-Feira, 24 de Julho de 2019, 10h:31

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Deputados decidirão sobre CPI do Gaeco após ouvirem presidente da OAB

Redação

Divulgação/ALMT

O chefe do Ministério Público em Mato Grosso procurador José Antônio Borges não conseguiu dos deputados o compromisso de não criar uma CPI para investigar a relação do Gaeco com os grampos ilegais. Ele esteve na tarde de ontem (23) no colégio de líderes para falar sobre as medidas que o MPE já tomou com relação aos depoimentos que envolvem membros do MPE em escutas ilegais.

De acordo com o procurador José Antônio Borges, uma empresa que faz auditorias externas no sistema Guardião, deverá realizar este trabalho. Segundo o MP, trata-se da mesma empresa que fornece o sistema. Segundo o cabo Gerson Correa em depoimento à Justiça na semana passada, uma auditoria interna foi realizada, mas teria sido "só de fachada".

“Esclarecemos as providências que estamos tomando com relação as informações que eram confidenciais. Já adotamos medidas administrativas, seja com a Corregedoria, seja com próprio doutor Domingos Sávio para saber o que ocorreu dentro do Gaeco. O que temos é o seguinte, o esquema e as ordens com relação à “grampolândia” vieram de Cáceres, da Justiça e do promotor de lá. Agora, as informações de que haveria grampos no Gaeco vamos investigar internamente”, declarou o procurador de Justiça.

Presidente da OAB vai ao colégio de líderes

A vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Janaina Riva (MDB), disse há pouco que a Casa deve convidar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Leonardo Campos, para falar sobre as medidas já tomadas com relação aos grampos telefônicos ilegais.

“A reunião de ontem foi muito positiva, acho que esclareceu muita coisa, de imediato alguns deputados queriam um posicionamento com relação à abertura da CPI dos Grampos e isso o presidente Botelho avisou que não seria decidido no colégio de líderes de ontem, uma vez que o clima estava muito tenso e continua tensionado por conta do PLC 53, então deixamos pata tratar disso novamente na semana que vem. Houve um pedido por parte de lideranças partidárias para que o presidente da OAB seja convidado para falar sobre as medidas já tomadas pela OAB com relação a isso”, revela.

Para a parlamentar, que foi vítima de escuta ilegal, muito do que foi dito ainda não esclarece suficientemente as matérias veiculadas. "A gente não quer saber do que foi feito de forma legal, a gente quer saber do que foi feito de forma ilegal. Ontem por várias vezes foram questionadas algumas operações e a gente sabe as operações não se baseiam basicamente em grampos e interceptações e foi isso que dissemos ontem ao procurador. Nós queremos que os responsáveis arquem pelos atos ilegais. A gente quer saber o que vai acontecer com essas pessoas que fizeram essas investigações de forma errada e irresponsável”, explica Janaina.

O Presidente da OAB deve participar da próxima reunião do colégio de líderes, na terça-feira (30.07). Somente depois de ouvi-los os deputados devem decidir de maneira colegiada sobre a abertura ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a prática de grampos ilegais em Mato Grosso.

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