Domingo, 12 de Julho de 2020

Mato Grosso
Quarta-Feira, 13 de Maio de 2020, 12h:22

CPI DO PALETÓ

Assessor que ajustou câmera do "vídeo do paletó" nega propina e contradiz Silval Barbosa e Silvio Corrêa

Jô Navarro

Reprodução

Cuiabá - Valdecir Cardoso, o homem que ajustou a câmera que flagrou deputados recebendo dinheiro no gabinete do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, depôs hoje (13/05/2020) na CPI do Paletó, na Câmara Municipal.

A CPI investiga o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ex-deputado estadual, filmado recebendo maços de dinheiro (veja ao final).

Valdecir declarou à CPI que Emanuel teria ido para gabinete de Silvio para receber dinheiro referente as pesquisas eleitorais realizadas pelo Instituto Mark, de propriedade de Marco Polo Pinheirodo prefeito. “Eu ficava com o celular particular do Silvio e atendia ligações. O Popó (irmão de Emanuel) ligava constantemente para cobrar dinheiro de pesquisas eleitorais, já que ele era dono de um instituto de pesquisa”, declarou.

Valdecir fez uma declaração em cartório afirmando que o pagamento feito a Emanuel Pinheiro era pagamento de pesquisa feita pelo Instituto de Popó. A declaração foi encontrada na casa de Emanuel Pinheiro. Questionado, Valdecir disse não saber 'como ela foi parar lá'.

Durante a oitiva hoje, o vereador Abilio Junior e Diego Guimarães questionaram Valdecir para saber se ele, ou familiares próximos, trabalham ou trabalharam na Prefeitura de Cuiabá, se tiveram contato com Emanuel Pinheiro e/ou Popó após a gravação do 'vídeo do paletó'.

Durante a arguição Abilio Junior citou que a advogada do depoente trabalhou como Procuradora na prefeitura de Cuiabá e atuou no escritório de advocacia de Luiz Antonio Possas, secretário de Saúde do município, que também atuou como Procurador do Município. O vereador requereu a quebra do sigilo telefônico do depoente, com cópias das conversas de Whatsapp e ligações, a fim de apurar eventuais contatos com Emanuel Pinheiro e Popó.

O presidente da CPI, vereador Marcelo Bussik, perguntou ao depoente se gostaria de, espontaneamente, autorizar a quebra de sigilo do seu celular. Quem respondeu foi sua advogada: "desde já impugno o pedido".

Em oitivas anteriores o ex-governador Silval Barbosa e o próprio Silvio Correa, que entregou o dinheiro para Emanuel e outros deputados, confirmaram se tratar de dinheiro de propina, do mensalinho que pagou para que os deputados aprovassem as matérias de interesse do governo e fizessem vista grossa na fiscalização das obras da Copa do Mundo 2014 na Capital e Várzea Grande.

 

 

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO