Sábado, 24 de Agosto de 2019

Mato Grosso
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2019, 07h:42

PLENÁRIO OCUPADO

ALMT deve votar hoje pacotão de Mendes; PM impede entrada de servidores e jornalistas

A Polícia Militar está na frente da ALMT impedindo a entrada de jornalistas e funcionários nesta manhã de quarta-feira (23)

Jô Navarro

Reprodução

Com o plenário ocupado por servidores do Executivo, apesar de decisão judicial para desocupação em três horas, o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho pode realizar as sessões ordinárias desta quarta-feira (23) em local alternativo.  

A Tropa de Choque da Polícia Militar está na frente da ALMT impedindo a entrada de jornalistas e funcionários nesta manhã.

Reprodução

Tropa de Choque na ALMT

Tropa de Choque na ALMT

“Ainda não sabemos como vai ser, nem hora, nem local. Mas o regimento interno prevê que é possível que a mesa diretora realize sessões em outro local que não seja o plenário por motivos diversos como segurança, calamidade pública, dentre outros. Fizemos oque estava ao nosso alcance, porém éramos só sete a favor dos servidores”, disse a deputada Janaina Riva (MDB), uma dos sete parlamentares que estão negociando em defesa dos servidores.

O governo do estado rejeitou a proposta de negociação do Fórum Sindical e insiste na votação imediata do pacote de reformas enviados à ALMT, denominado 'Pacto por Mato Grosso'. A ordem do governador Mauro Mendes é para os deputados votarem o pacote de reformas  imediatamente. A mesa diretora atende a ordem do governador e chamou a PM para evitar a entrada de manifestantes. 

A principal razão do movimento de resistência dos servidores é o Projeto de Lei nº 3/19 – proposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) com pedido de votação em regime de urgência -, que estabelece critérios para a concessão da recomposição inflacionária constitucionalmente prevista sobre os salários do funcionalismo público – a chamada Revisão Geral Anual (RGA) e a reforma administrativa planejada pelo Executivo, que extingue seis empresas do Estado.

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Os sindicatos que representam as diversas categorias do funcionalismo estadual defendem a taxação do agronegócio e a revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado entre as possíveis saídas para evitar o sacrifício dos servidores.

Os sindicalistas propõem que as matérias apresentadas pelo governo sejam votadas somente após o início da próxima legislatura, em fevereiro, pelos deputados reeleitos e pelos que foram eleitos para o primeiro mandato.

De qualquer forma, os representantes classistas já articulam greve unificada de todos os segmentos dos servidores públicos do Poder Executivo para o início do mês que vem.

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Servidores ocupam ALMT

Servidores ocupam ALMT

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