Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018

Mato Grosso
Terça-Feira, 05 de Junho de 2018, 07h:19

MEDO DE DELAÇÃO

Acuados, deputados devem votar hoje soltura de Mauro Savi

Votação será aberta e resultado será submetido ao desembargador José Zuquin

Jô Navarro

Reprodução/ALMT

Eduardo Botelho (DEM)

“É legitimo e a Assembleia Legislativa pode votar a manutenção ou não da privação de liberdade imposta ao deputado. O ato de votação não exige um juízo técnico-jurídico, tal como deva ocorrer em uma decisão judicial, mas político discricionário, conforme ensinam os catedráticos do direito constitucional. Os Deputados Estaduais são representantes do povo, eleitos para desempenhar o papel da Constituição da República e do Estado, e essa é uma das prerrogativas dos parlamentares expressa na Carta Magna”. Com estas palavras o procurador-geral da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Grhegory Maia, defendeu a votação sobre a prisão do deputado Mauro Savi (DEM), preso na operação Bônus, desdobramento da Bereré, acusado de liderar esquema de fraudes no Detran-MT.

Mas desta vez a AL não procede como fez no caso do deputado Gilmar Fabris, preso na operação Malebolge. Não produzirá uma resolução sobrepondo-se às autoridades judiciais. Alertado pelo desembargador José Zuquim, que vedou a expedição de resolução ou qualque ato que resulte na libertação de Mauro Savi, a AL encaminhará a ele o resultado da votação, que será aberta.

Cindo deputados investigados
O presidente da AL Eduardo Botelho (DEM) declarou que não participará da votação por ser investigado. Mas os demais investigados, deputados Gilmar Fabris (PSD), Max Russi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Nininho (PSD) e Silvano Amaral (MDB) ainda decidirão se votarão ou não.

Pressão
Mauro Savi, segundo fontes, estaria pressionando os deputados para votarem sua soltura, ameaçando fazer delação premiada caso não seja libertado. Se delatar, pelo menos 15 parlamentares têm muito a temer.

Mauro Savi é acusado de desviar ao menos R$ 30 milhões dos cofres públicos por meio de um contrato fraudulento firmado entre a EIG Mercados Ltda. e o Detran. Eduardo Botelho também é apontado pelo Gaeco de fazer parte do núcleo de liderança da Orcrim que sugou o Detran-MT desde 2009.

 

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