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TRF
Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 07h:35

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Acompanhe ao vivo o julgamento de Lula no TRF4: Relator aumenta pena para 12 anos

Redação

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, julga hoje (24) recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apelação é contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá – aplicada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, em Curitiba (PR). 

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Maurício Gotardo Gerum criticou o que chamou de "tropa de choque" em sua sustentação durante o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontece no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, nesta quarta-feira (24).

"São tropas de choque que se formam no parlamento como instrumento de supressão do diálogo. Uma tropa de choque criada para garantir a perpetuação de um um projeto político", disse.

"O processo judicial não é um processo parlamentar, a técnica que caracteriza o processo judicial é incompatível com a pressão popular", acrescentou o procurador, que rejeitou os argumentos das defesas no recurso que é julgado no TRF-4.

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, fala sobre as auditorias feitas na Petrobras, e que por anos comissões passaram ao largo das acusações, que só foram identificadas após a deflagração da Lava Jato. Ele indefere preliminar da defesa sobre a gravação do depoimento de Lula em Curitiba - o depoimento foi gravado mostrando apenas Lula, e a defesa dele queria que as câmeras também mostrassem o juiz e os procuradores.

Gebran Neto afirma que Lula deu “amplo apoio” ao esquema de desvios de recursos na Petrobras, “com interferência direta na indicação de diretores da estatal" e complementa que "não passa despercebida a capacidade de influência" do ex-presidente.

TRF4

Gebran Neto

 

A sessão foi suspensa por uma hora para o almoço.

 

 

O relator manteve a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro e aumentou a pena de 9 anos para 12 anos e 1 mês de reclusão e 280 dias multa

"Há prova acima do razoável de que o ex-presidente foi um dos principais articuladores, se não o principal, do esquema na Petrobras”, disse Gebran Neto.

 

 

 

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