Domingo, 08 de Dezembro de 2019

STF
Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019, 08h:41

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Dias Toffoli obtém dados sigilosos de 600 mil pessoas

Redação

Reprodução

Diante de tantas idas e vindas dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal, que não agradou uma grande parcela da população, é esperado que daqui para frente os ministros da suprema Corte comece a julgar todos com imparcialidade como se espera de um tribunal que se exige respeito.

Agora o presidente  do Supremo, Dias Toffoli, está com os relatórios de inteligência financeira, antigo coaf, que pode incriminar muita gente.

Após intimar o Banco Central a lhe enviar cópia de todos os relatórios de inteligência financeira (RIFs) produzidos pelo antigo Coaf nos últimos três anos, o presidente do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu e está com acesso a dados sigilosos de cerca de 600 mil pessoas, o que inclui o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

O pedido do ministro foi feito no dia 25 de outubro, conforme informado pelo jornal Folha de S. Paulo, e foi no âmbito do mesmo processo que, em julho, o ministro paralisou todas as investigações do país que usaram dados do Coaf e Receita Federal sem autorização judicial prévia.

Naquela ocasião, Toffoli atendeu a um pedido de Flávio, que era investigado pelo Ministério Público do Rio sob suspeita de realizar rachadinhas em seu gabinete na Assembleia Legislativa fluminense. Nesse esquema, participou seu ex-assessor Fabrício Queiroz, alvo de um relatório do Coaf que apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em suas contas.

Em resposta ao pedido de Toffoli, o Coaf, rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), afirmou que entre os citados nos relatórios a que o ministro ganhou acesso existe “um número considerável de pessoas expostas politicamente e de pessoas com prerrogativa de foro por função”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora busca medidas para barrar a determinação do presidente do STF. O procurador-geral, Augusto Arasdeve receber um parecer interno de um membro do Ministério Público Federal que consultou a UIF sobre os riscos da decisão de Toffoli. Esse parecer poderá embasar eventual medida da PGR.

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