Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017

Procuradores dos EUA encontram US$ 20 mi em colchão de brasileiro | Caldeirão Político

Internacional

Sexta-Feira, 06 de Janeiro de 2017, 13h:40

LAVAGEM DE DINHEIRO

Procuradores dos EUA encontram US$ 20 mi em colchão de brasileiro

O Globo

Procuradores federais dos Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que apreenderam US$ 20 milhões dentro de um colchão que seria de um brasileiro. Segundo as autoridades norte-americanas, Cléber Rene Rizério Rocha, de 28 anos, foi preso no mesmo apartamento, em Massachusstes, onde o montante foi descoberto. Rocha é acusado de lavagem de dinheiro em um esquema multibilionário de fraudes que envolve a TelexFree, uma empresa de telefonia por internet (Voip) acusada de promover pirâmides financeiras.

De acordo com a investigação norte-americana, Rocha atuava como mensageiro do sobrinho do brasileiro Carlos Wenzeler, sócio da TelexFree. No dia 31 de dezembro, Rocha chegou aos Estados Unidos e entregou uma maleta com US$ 2,2 milhões a uma pessoa que colabora com as investigações da procuradoria de Boston. Depois desse encontro, agentes federais seguiram Rocha até um apartamento em Westborough, em Massachusetts, onde o brasileiro foi detido. Após a prisão, os investigadores voltaram ao imóvel e descobriram o dinheiro. O próprio brasileiro afirmou que o montante chegava a US$ 20 milhões.

Fundada por James Merrill, a TelexFree é investigada pela procuradoria de Boston como um grande esquema de pirâmide de dinheiro, que ganhava pouco dinheiro com a venda de serviços, porém, gerava milhões de dólares ao fazer pessoas pagarem uma taxa de assinatura para serem “promotores comerciais” e publicarem anúncios online para a empresa. A empresa é sediada em Marlborough, também em Massachusetts.

Em abril de 2014, a TelexFree pediu falência com dívidas de US$ 5 bilhões. Procuradores calculam que o número de vítimas da empresa chega a 965 mil nos Estados Unidos, Brasil e outros países. As perdas dos clientes da TelexFree somam US$ 1,76 bilhão.

Merrill foi preso um mês após o pedido de falência. Ele se declarou culpado de conspiração e fraude eletrônica em outubro. Wanzeler fugiu para o Brasil em 2014 e não pode ser extraditado.

De acordo com a queixa criminal de quinta-feira, uma pessoa atuando em nome de um sobrinho de Wanzeler abordou uma testemunha que cooperava com as autoridades para falar sobre a lavagem de um dinheiro que estava nos EUA, utilizando contas em Hong Kong e movimentando os fundos para o Brasil.

Esta pessoa teria pedido à testemunha US$ 40 milhões que seriam transferidos para fora do país porque a mulher de Wanzeler, que ainda morava nos EUA, estaria pedindo o divórcio e sabia onde o dinheiro estava localizado.

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