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Internacional

Quinta-Feira, 24 de Outubro de 2019, 07h:47

BOLÍVIA

Morales decreta estado de emergência na Bolívia diante da acusação de fraude eleitoral

Redação com Agências

Reprodução/Twitter

Evo Morales diz que há um movimento golpista em curso e decreta estado de emergêncio na Bolívia. Os protestos aumentaram e a oposição denuncia fraude nas eleições. Com uma diferença pequena entre os dois candidatos, Morales teria manobrado para conseguir 10% a mais de votos para evitar a disputa em segundo turno. 

Nas ruas a revolta explodiu e manifestantes derrubaram a estátua de Hugo Chavez, símbolo da revolução bolivariana.

As eleições gerais bolivianas ocorreram no domingo (20). O presidente Evo Morales disputa a recondução ao 4º mandato, tendo como principal opositor Carlos Mesa. Para vencer no 1º turno, um candidato deve ter mais de 40% os votos, com diferença de mais de 10% do segundo colocado. Após o encerramento da votação, teve início o que é chamado no país de “contagem rápida”, por meio da transmissão de dados ao Tribunal Supremo Eleitoral.

A transmissão foi interrompida na noite de domingo, quando Morales vencia por uma margem um pouco menor do que os 10% necessários para a vitória no 1º turno. A contagem foi retomada no fim da segunda-feira. Considerando votos do exterior, Morales ganharia por uma pequena margem. A suspensão gerou a saída de integrantes do TSE.

Diante do quadro, opositores ao atual presidente promoveram atos contra sedes do Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP). Segundo a autoridade, devido às manifestações violentas, as atividades nos tribunais regionais em seis estados - Santa Cruz, Potosí, Chuquisaca, Beni, Tarija e La Paz - foram suspensas.

Veja imagens de protesto em Santa Cruz

 OEA

A Missão de Observação Eleitoral da OEA (Organização dos Estados Americanos) na Bolívia considera como "melhor opção" a convocação de um segundo turno para resolver as disputadas eleições entre o presidente Evo Morales e seu principal adversário, Carlos Mesa - afirmou o porta-voz da organização nesta quarta-feira, mesmo que Morales consiga ser eleito no primeiro turno por uma margem muito ínfima.

Ao apresentar em Washington o relatório preliminar da Missão na Bolívia, o diretor do Departamento de Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, Gerardo Icaza, observou que, com 96,78% das atas computadas, a apuração final dava uma diferença de 9,48% entre Morales e Mesa, de acordo com a agência France Presse.

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