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Sexta-Feira, 03 de Janeiro de 2020, 07h:16

IRÃ

Irã promete "vingança implacável" após morte de general

Redação com Agências

Reprodução

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse nesta sexta-feira (3) que a morte de Qassem Soleimani, chefe de uma unidade da Guarda Revolucionária iraniana, intensifica a resistência contra os Estados Unidos e Israel. Ele ainda declarou que uma vingança severa aguarda os "criminosos" que mataram o general.

O general Soleimani foi vítima de um ataque aéreo americano no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, na quinta (2). Segundo o Pentágono, o bombardeio tinha a missão de matar o general iraniano e foi uma ordem do presidente Donald Trump.

O ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã Mohsen Rezaei prometeu "vingança vigorosa contra a América" pelo assassinato de Qassem Soleimani.

"Suleimani se juntou a seus irmãos martirizados, mas nos vingaremos vigorosamente dos EUA", disse Rezaei, que agora é secretário de um órgão estatal.

Embaixada americana pede que cidadãos deixem o Iraque

A embaixada norte-americana em Bagdá apelou hoje (3) aos seus cidadãos que deixem o Iraque "imediatamente". O pedido foi divulgado poucas horas depois do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani numa operação dos Estados Unidos.

A representação diplomática dos EUA pediu aos norte-americanos no Iraque "que partam de avião o mais rápido possível" ou saiam "para outros países por via terrestre".

As principais passagens de fronteira do Iraque levam ao Irã e à Síria, mas há outros pontos de passagem para a Arábia Saudita e a Turquia.

O assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, enviado da República Islâmica ao Iraque, representa "uma escalada perigosa da violência", disse hoje a presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, a democrata Nancy Pelosi.

"Os Estados Unidos - e o mundo - não podem permitir uma escalada de tensões que chegue a um ponto sem retorno", afirmou Nancy Pelosi em um comunicado.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte do general durante ataque aéreo, na manhã de hoje, contra o aeroporto de Bagdá. A ação norte-americana também visou o "número dois" da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani, anunciou o Pentágono em um comunicado.

Na nota, o Pentágono disse que Soleimani estava "ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região".

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu hoje vingar a morte do general e declarou três dias de luto nacional.

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