Quarta-Feira, 20 de Junho de 2018

Internacional

Domingo, 10 de Junho de 2018, 07h:16

G7

G7 se compromete a modernizar OMC

Líderes se comprometeram a defender o papel das “regras comerciais coletivas” e a denunciar situações de protecionismo.

Redação com Agências

Reuters

Apesar de persistir a disputa sobre taxas alfandegárias com os Estados Unidos, os sete países mais industrializados do mundo conseguiram assinar um “texto comum” depois de dois dias reunidos em La Malbaie, no Canadá. Apenas as questões ambientais não contaram com a assinatura do presidente norte-americano, Donald Trump.

“Faremos todo o possível para reduzir as barreiras alfandegárias, barreiras não alfandegárias e subsídios”, diz o comunicado final de 28 pontos e oito páginas assinado pelos Estados Unidos da América, Alemanha, Canada, França, Reino Unido, Itália e Japão.

“Nós enfatizamos o papel crucial de um sistema de comércio internacional baseado em regras e continuamos a lutar contra o protecionismo”, refere o documento, que menciona a importância de existirem “regras” coletivas tal como vinha sendo defendido pelos europeus, que têm denunciado constantemente as ameaças da guerra comercial levada a cabo por Donald Trump.

Os sinais de tensões comerciais foram sendo percetíveis ao longo do encontro em várias declarações de governantes, tais como a feita hoje no final do encontro pelo primeiro-ministro do Canada e anfitrião da cimeira, Justin Trudeau, que disse que a partir do dia 1 de julho o Canadá começará a impor represálias comerciais aos Estados Unidos.

Também o presidente francês Emmanuel Macron confirmou que as taxas decididas pela União Europeia contra os Estados Unidos vão começar a ser aplicadas no próximo mês.

Já ausente, Donald Trump afirmou na rede social ‘twitter’ que “os Estados Unidos não permitirão que outros países imponham tarifas e tarifas massivas aos seus agricultores, seus trabalhadores e suas empresas”.

No comunicado divulgado na sexta-feira, os líderes do G7 dizem-se ainda “comprometidos com a modernização da Organização Mundial de Comércio, de forma a torná-la mais justa o mais rapidamente possível”.

Segundo o documento final, comprometeram-se ainda a defender o papel das “regras comerciais coletivas” e a denunciar situações de protecionismo.

Outro dos pontos em que os líderes conseguiram chegar a acordo diz respeito à questão do Irã: Os países do G7 comprometem-se a impedir que o Irã consiga obter armas nucleares.

Tal como a chanceler alemã Angela Merkel já havia anunciado anteriormente, também o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que a reunião no Canadá “conseguiu uma declaração conjunta sobre o comércio”, mas “não resolve tudo”: “O nosso desejo é continuar a trabalhar nos próximos meses”, disse o presidente francês.

Entre as questões mais fraturantes destaca-se a última medida comercial imposta unilateralmente pelos norte-americanos, que veio impor taxas alfandegárias às importações de aço e alumínio da União Europeia, Canadá e México.

Ainda durante o encontro, Trump anunciou o desejo de ver o G7 “remover as taxas, remover as barreiras não tarifárias e remover outros mecanismos”, tendo ainda enaltecido a qualidade das relações com os outros dirigentes que integram o G7, nomeadamente com o primeiro ministro canadense, o presidente francês e a chanceler alemã.

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