A primeira foto da Battisti após a prisão, ainda de barba postiça.

A prisão do terrorista Cesare Battisti por autoridades italianas na Bolívia, na noite de sábado, deve por fim a uma longa história. Mas primeiro deve-se esperar pela conclusão de todos os passos técnicos para que seja expedida a ordem de expulsão da Bolívia para o Brasil e em seguida sua repatriação para a Itália. Battisti era considerado foragido desde 1981, quando foi condenado à revelia por participação em bando armado e responsável por quatro assassinatos.

Primeiro foi para o México e em seguida para França, até chegar ao Brasil em 2004. Três anos depois, foi preso, seguindo-se uma longa sequência de reviravoltas: conseguiu status de refugiado por decisão do ex-presidente Lula, o direito ao asilo, teve o pedido de extradição negada pelo Brasil, preso e solto mais uma vez até que, em dezembro passado, Michel Temer assinou o ato de extradição.

Battisti estava convencido de que ele ainda tinha apoio poderoso na América do Sul e portos seguros. Quando os detetives italianos o prenderam, ele manteve a cabeça erguida, descreve o Corriere Della Sera.