Sábado, 08 de Agosto de 2020

Internacional

Quinta-Feira, 23 de Julho de 2020, 14h:55

COVID-19

A corrida por vacina tem 10 países e 24 imunizantes em testes

Redação

Reprodução

Vacina coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta semana que, das 166 vacinas desenvolvidas ao redor do mundo contra o novo coronavírus, 24 estão pelo menos na primeira fase dos testes clínicos – feitos em seres humanos. São responsáveis pelo desenvolvimento dos imunizantes mais avançados: China, Estados Unidos, Reino Unido, Índia, Rússia, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Alemanha e Canadá.

As demais estão na fase pré-clínica, estágio em que são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro. Uma delas é desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente, três pesquisas lideram a corrida: Reino Unido, China e Estados Unidos. O Brasil fechou parceria com a Universidade de Oxford e com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, que já estão na terceira e última etapa dos testes clínicos. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou pesquisas para o desenvolvimento de mais duas vacinas, desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. Porém todos os lotes previstos já foram comprados pelos Estados Unidos.

Veja abaixo a relação de países e suas vacinas:

China

  • Sinovac. A biofarmacêutica chinesa Sinovac fechou parceria com o governo do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Butantã, para desenvolver a vacina CoronaVac, que já está na terceira e última fase de testagem. A primeira dose está sendo aplicada em 890 voluntários do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). E a médica da casa Stefania Teixeira Porto foi a primeira voluntária a receber a dose de CoronaVac.
  • CanSino Biological e Instituto de Biotecnologia de Pequim. Este ensaio clínico encontra-se em fase preliminar (fase 2) e sua eficácia ainda não foi estabelecida em um estudo de fase 3. Mas, de acordo com os resultados publicados na segunda-feira, 20, na revista médica The Lancet, estudo causou uma forte reação de anticorpos na maioria dos cerca de 500 voluntários testados.
  • Biofarmacêutica Anhui Zhifei Longcom, Instituto de Microbiologia e Academia Chinesa de Ciências. A fase 2 das vacinas em humanos começou em 10 de julho, menos de três semanas após a companhia ter lançado a fase de testes clínicos. A firma não forneceu detalhes da fase 1 da vacina experimental. A expectativa é de que os resultados estejam prontos em 20 de setembro.
  • Instituto de Biologia Média, Academia Chinesa de Ciências Médicas.
  • Exército de Libertação Popular (PLA, na sigla em inglês) Academia Militar de Ciência e biofarmacêutica Walvax Biotech.
  • Institute de Produtos Biológicos de Wuhan e Sinopharm.
  • Institute de Produtos Biológicos de Pequim e Sinopharm.

Reino Unido

  • Universidade de Oxford e AstraZeneca. A vacina desenvolvida por Oxford é considerada uma das mais promissoras na corrida por um imunizante contra a covid-19. O governo federal fechou uma parceria com a universidade britânica no fim de junho para compra de lotes de vacina e transferência tecnológica. A vacina está na fase 3, sendo testada simultaneamente em 50 mil pessoas em todo o mundo, um número recorde. No Brasil, são 5 mil pessoas: duas mil em São Paulo, duas mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro.
  • Imperial College London.

Estados Unidos

  • Moderna e NIAID. A vacina experimental da Moderna foi considerada segura e provocou resposta imunológica em todos os 45 voluntários saudáveis em um estágio inicial, de acordo com informações divulgadas por pesquisadores na semana passada. O governo americano está apoiando a vacina da Moderna com cerca de meio bilhão de dólares e escolheu ela como uma das primeiras para iniciar testes amplos em humanos. Uma vacina bem sucedida pode ser um ponto de virada para a Moderna, sediada em Cambridge (Massachusetts), que nunca teve um produto licenciado.
  • Novavax. O governo Trump assinou um contrato no valor de US$ 1,6 bilhão com a empresa de biotecnologia Novavax para desenvolver uma vacina contra o coronavírus. O acordo pagará por ensaios clínicos em estágio avançado e garantirá 100 milhões de doses da vacina a ser usada pelos Estados Unido
  • BioNTech, Fosun Pharma e Pfizer. Os Estados Unidos fecharam nesta quarta-feira, 22, um acordo com as farmacêuticas Pfizer e BioNTech para comprar, ainda em neste ano, 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19. As empresas informaram que não devem conseguir produzir mais do que isso neste ano.
  • Biofarmacêutica Clover, GSK e Dynavax. Em 19 de junho, a Clover se tornou a sexta companhia chinesa a receber autorização para testar em humanos.
  • Farmacêutica Inovio e Instituto Internacional de Vacina.
  • Kentucky Bioprocessing, Inc.

Índia

  • Bharat Biotech. A potencial vacina contra covid-19 da companhia Bharat Biotech foi a primeira candidata indiana a receber o aval da agência reguladora local para ser testada em humanos no fim de junho. A Controladoria-Geral de Medicamentos da Índia aprovou o pedido da companhia para realizar as fases 1 e 2 de testes clínicos da Covaxin, que foi desenvolvida em conjunto com o Instituto Nacional de Virologia do Conselho Indiano de Pesquisa Médica.
  • Farmacêutica Cadila Healthcare. A aprovação para a vacina desenvolvida pela empresa poder começar os testes em humanos chegou em 3 de julho. A companhia planeja testar mais de mil pessoas na Índia ainda neste mês.

Rússia

  • Instituto de Pesquisa Gamaleya. O instituto russo, que está desenvolvendo uma das potenciais vacinas do país, espera começar o estágio final de testes no público geral em meados de agosto. Os resultados iniciais, baseado em testes feitos em um pequeno grupo de pessoas, mostrou que a vacina é segura no último dia 12.

Japão

  • Universidade de Osaka, biofarmacêutica AnGes e Takara.

Austrália

  • Universidade de Queensland, biofarmacêutica CSL e Seqirus. A CSL, maior empresa de biotecnologia da Austrália, disse no início de junho que ajudaria a financiar a vacina da Universidade de Queensland e, se obtivesse sucesso, poderia fabricar até cem milhões de doses até o final de 2021. A produção inicial em larga escala da vacina começaria nas instalações da fábrica em Melbourne, e a CSL também subcontrataria outros fabricantes globais de medicamentos para aumentar o número de doses e ampliar a distribuição.
  • Biomarcêutica Vaxine Pty e a empresa sul-coreana Medytox.

Coreia do Sul

  • Consórcio Genexine. A biofarmacêutica iniciou os testes clínicos em 19 de julho. É a primeira empresa na Coreia do Sul a testar um imunizante contra a covid-19.

Alemanha

  • CureVac. A empresa alemã de biotecnologia conseguiu um empréstimo de 75 milhões de euros junto ao ao Banco Europeu de Investimento para aumentar sua capacidade de fabricação. O empréstimo, disse, ajudará a investir na tecnologia de abordagem de RNA mensageiro e a acelerar a construção de um quarto local de produção em sua sede em Tuebingen, na Alemanha. É a segunda injeção de novo financiamento para a empresa em meses, depois que o governo alemão investiu 300 milhões de euros em uma participação de 23% na empresa em junho para ajudar no desenvolvimento de sua vacina COVID-19. O CureVac também é apoiado pela Fundação Bill & Melinda Gates

Canadá

  • Medicago Inc. A biofarmacêutica canadense começou os testes da vacina feita com plantas no dia 14 de julho.
 
  • Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  • Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  • Fase clínica: É a testagem do produto em seres humanos. Esta fase do processo se divide em três:
  • Fase 1 – A primeira etapa tem por objetivo principal testar a segurança do produto. São testados poucos voluntários, de 20 a 80, geralmente adultos saudáveis.
  • Fase 2 – A segunda etapa da testagem em seres humanos analisa mais detalhadamente a segurança do novo produto e também sua eficácia. Em geral, é usado um grupo um pouco maior, que pode chegar a centenas de pessoas.
  • Fase 3 – Na última etapa o objetivo é testar a segurança e eficácia do produto especificamente no público-alvo a que se destina. Nesta etapa, o número de participantes pode chegar a milhares. Mesmo depois da aprovação, nova vacina continua sendo monitorada, em busca de eventuais reações adversas.

/ Com informações da Reuters

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