Caldeirão Político

Domingo, 28 de Junho de 2020, 10h:02

35% dos bares e restaurantes no país já fecharam unidades definitivamente

Redação

Com as portas fechadas há mais de 90 dias nas maiores cidades brasileiras e operando apenas com delivery ou take away, o setor de bares e restaurantes segue enfrentando problemas para obter linhas de crédito. A nova pesquisa da
ANR, a quarta da série Covid-19 e primeira em parceria com a consultoria Galunion, especializada no mercado de food service, apontou que 76% das empresas que buscaram novas linhas de crédito para financiar o negócio tiveram suas propostas recusadas.

O mesmo percentual se aplica às empresas que já fizeram uso da MP 936, a MP dos Salários, aprovada pelo Senado na semana passada e ainda aguardando a sanção presidencial (saiba mais na nota abaixo). O percentual sobe para 86% quando se aplica às redes. Pela MP, as empresas podem suspender ou reduzir jornadas dos trabalhadores. Com a aprovação pelo Congresso, caberá ao executivo decidir o tempo de prorrogação. A expectativa do setor é de que o prazo, que já supera 60 dias da edição da MP, seja estendido para 120 dias.

A pesquisa ANR | Galunion foi realizada com empresas de todo o país entre os dias 5 e 17 de junho. Outro dado revela que 72% das empresas já promoveram demissões. A ANR estima que o total de desempregados no setor seja de cerca de 1,2 milhão de trabalhadores até o momento. Para o presidente da ANR, Cristiano Melles, a MP ajuda a aliviar parcialmente o problema das empresas, mas ele afirma que o Governo deve estudar mais um pacote de medidas especialmente para bares e restaurantes.

“Jamais vivemos uma crise como essa. Em alguns países como no Reino Unido e nos Estados Unidos, os governos criaram pacotes especiais de ajuda para o
setor. Aqui será fundamental que isso ocorra o quanto antes, sob pena de aumentar o desemprego e a falência de muitas empresas”, afirma Melles.

Uma mostra do que já vem acontecendo no setor está em outro dado da pesquisa: 15% das empresas afirmam que não irão conseguir manter seus negócios após a pandemia. A pesquisa também apontou que 35% das companhias que possuem mais de uma unidade já fecharam lojas durante a pandemia para não mais reabrir. O mesmo percentual se aplica às empresas que não conseguiram realizar na totalidade o pagamento da folha salarial do mês de maio.

Em relação ao pagamento da folha salarial de junho (a vencer no quinto dia útil de julho), 72% afirmaram que terão que recorrer a nova ajuda externa, como empréstimo bancário, linhas de crédito lançadas pelo BNDES e bancos estaduais, antecipação de recebíveis de cartões e vales ou renovação do uso da MP 936.


Fonte: Caldeirão Político

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